Se os Titãs cantaram e eternizaram que “O pulso ainda pulsa…”, na clássica composição “O Pulso” de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, é mais do que necessário e justo afirmar que o calçado também ainda pulsa em Novo Hamburgo.
A relação que teve início no final dos anos 1800, cruzou e ganhou força nos 1900, chegou com novos parâmetros, intensidade e protagonistas nestes primeiros anos de 2000. “A cidade de Novo Hamburgo respira calçado! Mesmo com todos os problemas referentes à competitividade dificultada por questões tributárias, de mão de obra e logística, a cidade segue sendo o principal polo calçadista nacional, agora não em produção física – polos do Nordeste são imbatíveis neste quesito –, mas na parte do desenvolvimento de produto. Em Novo Hamburgo está a inteligência do setor calçadista nacional”, sentencia o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.
Juntamente com a inteligência do calçado brasileiro, Novo Hamburgo segue abrigando um universo de empresas, eventos, atrações turísticas e históricas, além de atividades complementares, ligadas ao setor coureiro-calçadista. Entidades, feiras, indústrias, comércios, escritórios, artes e serviços interligados a esta rica cadeia produtiva estabelecem uma relação umbilical entre o calçado brasileiro e Novo Hamburgo. No levantamento a seguir, são listados 40 atos que sentenciam de forma irrevogável: o calçado ainda pulsa robustamente na Capital Nacional do Calçado.
Desde os primeiros pedaços rudimentares de couro transformados em tamancos ou nos antigos schlappen – chinelos, no idioma alemão dos imigrantes que colonizaram o Vale do Rio dos Sinos – até os dias de hoje com tecnologias e materiais de utilização aeroespacial, Novo Hamburgo esteve envolvida com os ares do calçado. Neste momento de mudanças radicais na identidade das cidades, de transformações que ocorrem à base de cliques e toques, identidades históricas e conquistas de gerações precisam ser revisadas e enaltecidas como modelo referencial a servir de inspiração para novas safras de visionários. É o exercício de registrar a escalada de um povo forjada por marteladas, costuras, cola, tinta, esteiras e muito suor, sintetizando e imortalizando na figura do sapateiro o espírito empreendedor do hamburguense. “Estou há mais de 30 anos garantindo meu sustento a partir do calçado. Na sapataria, não faz dois anos que atuo, mas durante muito tempo trabalhei na indústria”, revela o sapateiro João Borba, da Sapataria do Vale.
Novo Hamburgo não necessita e nem deve olhar somente para o calçado. Isso, aliás, não vem ocorrendo há alguns anos fruto do esforço, principalmente, de entidades setoriais e do olhar empreendedor de instituições. Universidades e faculdades ampliaram suas atuações ou chegaram ao município, houve diversificação da matriz econômica e os setores do comércio e serviços ultrapassaram a indústria nos números da riqueza gerada.
Segundo levantamento apresentado pelos economistas da Unisinos Cristiano Lindol e Angélica Massuquetti durante o 7º Encontro de Economia Gaúcha (EEG), realizado nos dias 15 e 16 de maio de 2014, em Porto Alegre, analisando o período 1995-2010, em Novo Hamburgo o número de estabelecimentos de fabricação de calçados, em 1995, correspondia a 24,7% do total da indústria de transformação do município. Em 2010, houve um incremento na sua participação, chegando a 26,3% do total. Contudo, o número de empregos deste setor reduziu-se no mesmo período. Em 1995, a participação do número de empregos do setor de fabricação de calçados era de 41,7% do total da indústria de transformação do município, enquanto, em 2010, representou apenas 27,3%. O resultado, segundo os economistas, pode ser analisado pela migração de empresas para outras regiões, mas mantendo seus centros de desenvolvimento no município e, ainda, pelo aumento da concentração de empresas de menor porte.
A realidade atual aponta para uma presença ativa e marcante do sapato na economia de Novo Hamburgo. Segundo o Sindilojas, o município possui cerca de 240 comércios de calçados. Já o Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo, através de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta que o município tem hoje mais de 1.100 empresas de diferentes portes ligadas ao setor calçadista. É mais uma prova incontestável que o DNA calçadista segue impregnado.
A empresária Edela Land atua há mais de 40 anos no setor. Trabalhou em indústrias de Sapiranga e Igrejinha, morou no exterior em função da sua atividade, mas sempre teve como referência Novo Hamburgo. “A indústria calçadista se espalhou pelo Vale dos Sinos, mas foi concebida e gerada em Novo Hamburgo. E como uma mãe que assiste aos seus filhos, foi se transformando num centro de serviços de toda ordem para a cadeia calçadista. Além disso, exigiu expertise em assuntos cambiais, que só existiam em grandes capitais brasileiras, e a cidade respondeu com uma colcha de bancos habilitados para tanto”, analisa Edela, que também é colunista do jornal Exclusivo e atua no mercado europeu com a Landed Services.
O contexto de 2014 é diferente da euforia do período das exportações de milhões de pares, das grandes companhias e dos pavilhões lotados com centenas de operários em produção de larga escala, nas décadas de 1970 e 1980. Mas, mesmo assim, o legado de décadas continua perpetuado e garantindo renda, emprego e oportunidades para muitos hamburguenses. “Novo Hamburgo será sempre uma capital para as indústrias das cidades que a circundam. Mesmo que o foco mude de calçados para outros produtos, essa é a vocação da cidade da qual muito me orgulho”, completa Edela.
Ostentar o status de Capital Nacional do Calçado tem um valor imensurável. É a história que cruza séculos resguardada e reconhecida. É uma grife com peso internacional. Novo Hamburgo ainda respira sapato. Os ares calçadistas estão impregnados em diferentes e diversos setores. A diversificação da economia foi bem-vinda, mas a locomotiva resfolegante de outras décadas permanece na ativa. O pulso ainda pulsa. E o calçado ainda pulsa em Novo Hamburgo.
CALÇADO E NOVO HAMBURGO – RELAÇÃO EM 40 ATOS
1 – Sapatarias (consertarias de calçados)
As sapatarias seguem de portas abertas em Novo Hamburgo. Não existe um número oficial, mas estimativas de sapateiros consultados projetam cerca de 12 a 15 endereços no município.
2 – Sapateiros (trabalhadores da indústria de calçadista)
Os sapateiros perpetuam a arte de fazer calçados. Embora a profissão esteja em rota de declínio, principalmente no Vale do Rio dos Sinos, ainda são milhares de trabalhadores nas linhas de produção e ateliers.
3 – Rua do Calçado
A Rua Magalhães Calvet, no Centro de Novo Hamburgo, foi batizada de Rua do Calçado. São várias lojas de calçados, bolsas e acessórios. Somando os estabelecimentos do entorno, em ruas como Joaquim Nabuco, Lima e Silva e Avenida 1º de Março, são dezenas de lojas em poucos metros.
4 – Pórticos na BR-116
São três pórticos localizados na BR-116 com os dizeres: “Bem-vindo a Novo Hamburgo – Capital Nacional do Calçado”. Tem a imagem de um calçado ilustrando o pórtico.
5 – Churrascaria Sapatão
Localizada junto a um posto de combustíveis na BR-116, é uma das mais tradicionais churrascarias de Novo Hamburgo. O logotipo da churrascaria é um espeto fincado em um sapato grande.
6 – Posto Sapatão
Forma parceria com a Churrascaria Sapatão às margens da BR-116. É referência por estar na divisa de Novo Hamburgo com Estância Velha.
7 – Sinalização turística
Várias placas de sinalização turística, espalhadas em rodovias de acesso e ruas de Novo Hamburgo, indicam locais como Rua do Calçado, Senai do Calçado e Museu Nacional do Calçado.
8 – Sede da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados)
A sede da Abicalçados fica na esquina das ruas Júlio de Castilhos e Silveira Martins, num histórico prédio do município que foi recuperado pela entidade. Divulgação/Abicalçados
9 – Museu Nacional do Calçado (MNC)
O Museu Nacional do Calçado (MNC) conserva a memória da atividade coureiro-calçadista do país. Ele está localizado no Câmpus I da Universidade Feevale, reunindo um vasto acervo, com calçados desde o século XII, além de sandálias gregas antigas. O MNC é coordenado pela professora Ida Helena Thön. Divulgação/Feevale
10 – Projeto de extensão Pró-fábrica da Universidade Feevale
Coordenado pelo professor Roberto Affonso Schilling, o projeto visa a promover a aprendizagem e a prática de tecnologias produtivas para indústria de calçados e componentes, como processos de suporte à produção industrial em geral. O Pró-fábrica é voltado tanto para pessoas da comunidade, que necessitem de um espaço de qualificação e aperfeiçoamento profissional, quanto para acadêmicos da Feevale. Divulgação/Feevale
11 – Troféu O Sapateiro / Sindilojas Novo Hamburgo
O troféu é uma réplica da obra homônima do artista plástico Ernesto Frederico Scheffel, com mais de 1 metro de altura e que está exposta na Fundação Scheffel. Foi criada na década de 1960, por ocasião da primeira Fenac. O troféu O Sapateiro foi uma homenagem do Sindilojas realizada em 2014 aos estabelecimentos varejistas há mais tempo associados da entidade. Foram entregues seis: Roca Armarinhos, Ferragem Ferral, Moda Nápoles (Campo Bom), VHS Comércio e Representação, Macosan e Móveis Veneza. Fábio Winter e Lu Freitas/Divulgação
12 – Feira da Loucura por Sapatos
A feira da Loucura por Sapatos surgiu no embalo da Festa Nacional do Calçado, retomada na gestão do ex-prefeito Jair Foscarini (2005-2008). Na gestão do ex-prefeito Tarcísio Zimmermann (2009-2012), a Festa Nacional do Calçado foi valorizada, qualificada e ampliada, e ganhou uma segunda edição anual: a feira da Loucura por Sapatos. Na atual gestão, do prefeito Luis Lauermann (2013-2016), as feiras passaram a receber um único nome: Loucura por Sapatos, com as edições Primavera/Verão e Outono/Inverno. As feiras ocorrem na Fenac e, cada edição, atrai mais de 80 mil visitantes. Fenac/Divulgação
13 – Associação Esportiva Sandalhão
Tradicional clube de futebol amador de Novo Hamburgo. Foi fundado na década de 1970 carregando no seu nome uma homenagem a um tipo de calçado. Segundo seu estatuto, “A Associação Esportiva Sandalhão é uma associação civil, sem fins lucrativos, regida por este estatuto e pela legislação aplicável, com sede na Estrada do Quilombo, km 3, bairro Lomba Grande, na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.” Sandalhão/Divulgação
14 – Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e o Fórum de Sustentabilidade
O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil mantém escritório e profissionais da equipe ligada à diretoria em Novo Hamburgo. A indústria calçadista segue como importante cliente dos curtumes. A entidade, que por muitos anos apoiou o evento Courovisão, segue realizada o Fórum de Sustentabilidade no município. CICB/Divulgação
15 – Parque de Exposições da Fenac
Com mais de 50 anos, é um patrimônio do município. Realizou a primeira edição da Fenac, no início da década de 1960. É um símbolo de Novo Hamburgo e, atualmente, seus pavilhões recebem dezenas de eventos de diferentes portes. Para os próximos anos poderá passar por uma grande modificação, com o projeto Fenac do Futuro. Fenac/Divulgação
16 – Sede da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal)
A sede da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) fica na Rua Júlio de Castilhos – a 100 metros da sede da Abicalçados. Assintecal/Divulgação
17 – Estande coletivo de Novo Hamburgo nas feiras Couromoda, Francal, Sicc e Zero Grau
A presença de Novo Hamburgo levando expositores para as maiores feiras calçadistas brasileiras, em São Paulo, teve início na gestão do ex-prefeito Jair Foscarini (2005-2008). Na gestão do ex-prefeito Tarcísio Zimmermann (2009-2012), o projeto foi aperfeiçoado e ganhou vida própria com o estande coletivo da Prefeitura de Novo Hamburgo. Na atual gestão, do prefeito Luis Lauermann, o estande segue fortalecido em quatro grandes feiras calçadistas do Brasil: Couromoda e Francal, em São Paulo, e Sicc e Zero Grau, em Gramado. É o único município brasileiro com estande próprio nos quatro eventos. PMNH/Divulgação
18 – Monumento ao Sapateiro
A obra, criada pelo artista Flávio Scholles e inaugurada em 1979, é uma homenagem aos operários das fábricas de calçados. São seis relógios estilizados, com oito horas cada. As horas representam a jornada diária de trabalho – e cada relógio representa um dia da semana. Os sapatos em linha remetem à figura da esteira na linha de produção. O Monumento ao Sapateiro fica na Rótula João XXIII, conhecida como Rótula do Colégio Pio XII.
19 – Sede do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC)
O IBTeC é reconhecido como o mais completo complexo de laboratórios de pesquisas e ensaios do sistema coureiro-calçadista nacional, realizando anualmente em torno de 30 mil procedimentos, somando as consultorias e os ensaios nos laboratórios de biomecânica do calçado, caracterização de materiais, análises de substâncias restritivas e de biodegradabilidade. Fica ao lado da Fenac. IBTeC/Divulgação
20 –Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec)
Será realizada, de 17 a 20 de março, a 39ª edição da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes. É considerada a segunda mais completa e importante do segmento no mundo. Ocorre nos pavilhões da Fenac. Fenac/Divulgação
21 – Adesivagem nos ônibus da Viação Hamburguesa
Coletivos da empresa Viação Hamburguesa estampam a imagem de um calçado feminino e os dizeres: “Novo Hamburgo Capital Nacional do Calçado”.
22 – Centro Tecnológico do Calçado Senai
A Escola Técnica Senai Ildefonso Simões Lopes foi inaugurada em 15 de janeiro de 1946. À época, Ruy Rocha Noronha de Mello respondia pela direção do Senai/RS. Em junho de 1972, o Senai absorveu a Fundação Escola Técnica do Calçado, também de Novo Hamburgo, passando a oferecer o curso de Técnico em Calçados. Em abril de 1973, a unidade passou a se chamar Escola do Calçado Senai Ildefonso Simões Lopes. No início da década de 1990, a escola alcançou status de centro de tecnologia, com a denominação Centro Tecnológico do Calçado Senai. Ao longo da sua história, já capacitou mais de 51.550 alunos para a indústria calçadista, sendo 1.060 egressos do curso Técnico em Calçados. Atualmente, são cerca de 3.000 alunos que se capacitam ou aperfeiçoam a cada ano. Fiergs/Divulgação
23 – Couromoda e Francal – Escritórios regionais
As promotoras das duas maiores feiras calçadistas do Brasil, Couromoda e Francal, mantém escritórios regionais exclusivos em Novo Hamburgo.
24 – Sede da Merkator Feiras e Eventos – Promotora das feiras Sicc, Zero Grau e 40 Graus
A Merkator Feiras e Eventos, que promove três importantes feiras calçadistas – Sicc e Zero Grau em Gramado, e 40 Graus em Natal (RN) – é de Novo Hamburgo e dirigida por hamburguenses.
25 – Sede da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul)
A entidade mantém sua sede em Novo Hamburgo, no prédio da ACI-NH/CB/EV, na Rua Lucas de Oliveira, no Centro de Novo Hamburgo.
26 – Jornal Exclusivo / Grupo Sinos
Com mais de 45 anos – a primeira edição é de 19 de novembro de 1969 –, o jornal Exclusivo é editado pelo Grupo Sinos, com sede em Novo Hamburgo, e é o mais tradicional jornal do setor coureiro-calçadista brasileiro.
27 – Revista Lançamentos e Lançamentos Preview / Grupo Sinos
Com mais de 41 anos de história e superando as 260 edições, a revista Lançamentos é editada pelo Grupo Sinos, com sede em Novo Hamburgo. Já a revista Lançamentos Preview é mais recente e serve como guia para profissionais do setor, em especial designers e estilistas.
28 – Revista Tecnicouro / IBTeC
Com o objetivo de contribuir para a eficiência e eficácia do sistema calçadista brasileiro, a revista Tecnicouro contempla as últimas tendências, pesquisas e novidades do mercado de calçados, couro e acessórios, componentes, máquinas e materiais auxiliares. Tem como slogan “Informação e tecnologia para o setor coureiro-calçadista” e é vinculada ao Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), com sede em Novo Hamburgo.
29 – Revista About Shoes e About Shoes Forecast / Nove Editora
A história da revista About Shoes teve início em 2009, em Novo Hamburgo, com uma proposta inovadora de apresentação das novidades e tendências do setor calçadista. Editada atualmente pela Nove Editora, ainda faz parte da família a About Shoes Forecast.
30 – Mascote “Pé Quente” do Esporte Clube Novo Hamburgo
O mascote do Esporte Clube Novo Hamburgo foi apresentado em 2014 na forma de um sapato gigante, de 2,3 metros de altura. Batizado de “Pé quente”, chegou para animar a torcida do Noia. O projeto foi idealizado pelo torcedor Roberto Birk, o Geladeira, e resultou na criação da fantasia que ele mesmo tratou de dar vida. Giovani Júnior/Divulgação
31 – Estande Coletivo do RS na Couromoda e Francal – Apoio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV)
O Estande Coletivo do RS nas feiras Couromoda e Francal, ambas em São Paulo, é um projeto realizado em parceria entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, o Sebrae/RS e o Governo do Estado. Garante espaço para micros e pequenas empresas calçadistas nestes dois grandes eventos do setor. ACI-NH/CB/EV/Divulgação
32 – Citação “Capital Nacional do Calçado” nos projetos e documentos oficiais do município
Documentos e ofícios da Prefeitura e Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo trazem no cabeçalho os dizeres: “Novo Hamburgo – Capital Nacional do Calçado”.
33 – Inspiração para artistas plásticos de Novo Hamburgo – casos de Tania Hanauer, Ariadne Decker, Mai Bavoso e Moisés Braun
O calçado é referência há décadas para artistas plásticos do município. Ernesto Frederico Scheffel, Flávio Scholles, Tania Hanauer, Ariadne Decker, Mai Bavoso e Moisés Braun são apenas alguns exemplos de artistas que produziram obras inspirados pelos sapatos.
34 – Centenas de comércios de calçados
Segundo o Sindilojas Novo Hamburgo, o município apresenta cerca de 240 lojas de calçados.
35 – Centenas de indústrias de calçados
Segundo informações repassadas pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo através de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o município tem hoje mais de 1.100 empresas de diferentes portes ligadas ao setor calçadista, empregando cerca de 8,3 mil trabalhadores. Embora estes números já foram bem maiores no passado – mais de 30 mil trabalhadores empregados na indústria calçadista –, ainda tem muita gente vinculada ao setor.
36 – Associação Brasileira de Estilistas de Calçados e Afins (Abeca)
A entidade está com atuação reduzida, mas ainda figura como uma das apoiadoras da Fimec e tem sua sede ligada a Novo Hamburgo.
37 – Rádio ABC 900 AM
Única emissora de rádio do Brasil presente com estúdio nas grandes feiras calçadistas do país: Couromoda, Francal, Sicc e Zero Grau. Também já esteve na feira 40 Graus, em Natal (RN); nas feiras Modacalzado (Madri, na Espanha) e GDS (Düsseldorf, na Alemanha), e no Congresso Mundial do Calçado, no Rio de Janeiro. Pertence ao Grupo Sinos, com sede em Novo Hamburgo.
38 – Agências de publicidade e assessorias de imprensa
Dezenas de marcas, grifes, entidades e empresas calçadistas trabalham com agências de publicidade e assessorias de imprensa de Novo Hamburgo. Alguns exemplos: Bebecê, Werner, Luz da Lua, Pegada, Bottero, Crysalis, Mormaii, Bull Terrier, Firezzi, Diadora, Via Marte, Ortopé, Abicalçados, Comfortflex, Merkator, Dakota, Nicolla Mezzi, Capelli Rossi, Dayflex, Kidy, Rafitthy, Valentina, Zeket, Kildare, Fenac, Fimec, Brazilian Footwear, entre outros.
39 – Pedro Adams Filho
Pedro Adams Filho nasceu em Santa Clara do Sul, cresceu em Dois Irmãos e veio para Novo Hamburgo no final dos anos de 1800. É considerado um dos pioneiros do setor coureiro-calçadista do Rio Grande do Sul e, por seu empreendedorismo e contribuição para o desenvolvimento da cidade através da produção calçadista, empresta seu nome à principal avenida de Novo Hamburgo, com mais e 6,5 quilômetros de extensão. Divulgação
40 – Europa Revistas
Tradicional distribuidora de revistas e livros, com sede em Novo Hamburgo. Trabalha com títulos internacionais do setor calçadista, como Vogue Itália, Collezioni Accessori (Itália), Precollections Shoes & Bags (Itália), Ars Sutoria (Itália), Close-Up Woman Shoes (Itália), Showdetails (Itália), L´Officiel Accessories (França), In Trend Shoes (China), WFM Shoes (Hong Kong), entre outros.
