A Calçados Beira Rio
S.A. celebra, em 2025, cinco décadas de uma trajetória construída com muito
trabalho no Rio Grande do Sul.
Com sede administrativa (ERS-239) e uma das unidades de produção em Novo Hamburgo (bairro Canudos), a empresa está presente em mais de 115 países
e consolidada como uma das maiores fabricantes de calçados do mundo.
Sob a
liderança de seu fundador e presidente, Roberto Argenta, a indústria – gaúcha de alma e coração – construiu um legado pautado por crescimento
sustentável, inovação constante e compromisso social.
Fundada em 20 de junho de 1975, em Igrejinha, a Calçados Beira Rio S.A. nasceu com DNA
empreendedor e a convicção de que “para desenvolver um estado e um país, é
preciso atuar com propósito na geração de empregos e no bem-estar social das
comunidades envolvidas”. Essa visão moldou tanto a cultura interna quanto
decisões estratégicas – como manter toda a produção no Rio Grande do Sul por
cinco décadas consecutivas -, impulsionando a economia local e formando pessoas
com protagonismo.
“Sapateiro de alma e
coração”, Roberto Argenta transformou uma pequena empresa regional em potência
global, preservando valores que refletem a essência gaúcha: humildade, trabalho
e unidade de ação. Sua filosofia do “saber servir” orientou desde a
preservação da filial em Roca Sales – atingida por três enchentes – até a
internacionalização da companhia que ajudou a fortalecer o conceito de Made in Brasil” para o
mundo.
A empresa conta com oito marcas em seu portfólio: Beira Rio, Moleca, Modare
Ultraconforto, Vizzano, Actvitta, BR Sport, Molekinha e Molekinho, impactando masculino, feminino e infantil.
NÚMEROS
A força da Beira Rio é materializada através de números impressionantes.
– Produção diária: 500 mil
pares
– Capacidade anual: mais de
100 milhões de pares
– Presença internacional: 115
países
– Estrutura fabril: 11
unidades no Rio Grande do Sul
– Empregos gerados: 29,5 mil
(8,5 mil diretos, 11 mil em prestadores de serviço e cerca de 10 mil indiretos)
– Faturamento estimado para
2025: R$ 6 bilhões
– Portfólio: 8 marcas com
mais de 11 mil combinações de modelos, materiais e cores
A questão do faturamento é emblemática. Novo Hamburgo – uma das dez principais economias do RS – tem um orçamento previsto de R$ 2 bilhões para 2025. Já a Beira Rio projeta faturar ao longo do ano R$ 6 bilhões
CADEIA PRODUTIVA
Com fábricas em Novo Hamburgo, Igrejinha, Sapiranga (duas), Osório, Teutônia, Candelária (duas), Roca
Sales, Mato Leitão e Santa Clara do Sul, a Beira Rio está entre as maiores
geradoras de valor adicionado nos municípios onde atua.
A cadeia produtiva da empresa
também é, em sua maioria, local: 72,7% dos 564 fornecedores estão no Rio Grande
do Sul, fortalecendo um ecossistema que envolve 410 prestadores de serviços,
mais de 11 mil postos de trabalho nesse modelo e cerca de 10 mil empregos
indiretos. Manter a produção integralmente no estado sempre foi mais que uma
estratégia — é uma escolha ética e econômica, que reafirma o compromisso com o
desenvolvimento regional sustentável.
ROBERTO ARGENTA
Fundador da Calçados Beira
Rio S.A., Roberto Argenta é mais do que um empresário: é símbolo de uma geração
que acredita no poder do trabalho como ferramenta de transformação social.
Filho de agricultores, iniciou sua jornada na roça, estudou em seminário,
formou-se contador e, aos 22 anos, criou uma fábrica de calçados em um galpão
de madeira à beira do rio. Ali nasceu não só uma empresa, mas uma filosofia.
Guiada pelo
princípio do localtivismo — que valoriza a presença ativa e transformadora nos
territórios onde atua —, a Calçados Beira Rio S.A. projeta um novo ciclo de
crescimento responsável. Suas 14 estruturas comerciais regionais no Brasil,
somadas às oito regionais internacionais do mercado externo, além dos showrooms
nacionais e internacionais, compõem um hub de soluções comerciais que atende a
mais de 29 mil clientes no Brasil e no mundo.
Essa infraestrutura permite
replicar em tempo real os lançamentos das oito marcas da companhia, levando
também a ambiência das coleções por meio da comunicação e do branding visual. A
inovação seguirá como pilar, mas será o fator humano que continuará orientando
cada passo.
“Estamos
construindo não apenas uma empresa global, mas um legado de desenvolvimento
humano e social que transcende gerações e ultrapassa fronteiras”, afirma
Roberto Argenta, reafirmando a missão de transformar realidades por meio do
trabalho, da inovação e do respeito às pessoas. Em sua visão, é o valor humano
— presente em cada ponto da estrutura comercial da empresa — que torna possível
ampliar horizontes sem perder a essência.
