​Novo Hamburgo aperta o cerco contra aglomerações de pessoas. Como exemplo, cadeiras mesas das Bancas serão retiradas

A Prefeitura de Novo Hamburgo publica nesta quarta-feira (10) novo decreto em relação ao coronavírus na cidade.

O documento normatiza ainda mais a ação da Central de Fiscalização, especialmente criada para o combate à pandemia, estabelecendo penalidades a estabelecimentos e instituições que desrespeitarem decretos de restrições em vigor, que podem resultar inclusive na cassação do alvará.

Outra medida, que é emblemática pelo que representa, será a retirada das mesas e cadeiras das históricas Bancas que funcionam junto à Praça do Imigrante, no Centro.

“Todos sabem o carinho que tenho pelas Bancas, mas não é possível continuar assim. Apesar de insistirmos com o distanciamento social, temos observado um aumento muito grande de pessoas por toda a cidade sem aparente necessidade. Este gesto, além de necessário, vem carregado de significado, pois todos sabem o esforço que fizemos para a revitalização deste espaço que conta a história da cidade”, explica a prefeita Fátima Daudt (PSDB).

As medidas também chegam num momento em que a UTI do Hospital Municipal está com todos os leitos ocupados. Em relação aos outros dois hospitais da região, a informação extra-oficial é que ainda existem leitos de UTI livres.

Na tarde desta terça-feira, dia 9, o coordenador da Central de Fiscalização e secretário municipal de Meio Ambiente, Udo Sarlet, irá passar de banca em banca para anunciar a medida, que será tomada na manhã desta quarta-feira (10). “As mesas e cadeiras serão retiradas cuidadosamente e guardadas na Secretaria Municipal de Obras Públicas para serem restituídas somente quando a pandemia não representar mais perigo”, antecipa Sarlet.

A Central de Fiscalização seguirá atuando contra aglomerações, incluindo praças e seus espaços como pistas de skate e canchas de basquete e futebol.

A prefeita lembra que é justamente o distanciamento social a medida mais eficaz na contenção do vírus. “Todos os nossos decretos insistiram nesta determinação, pois sabíamos que a chegada do inverno poderia agravar a situação e nosso propósito sempre foi achatar a curva de contágio”, destaca.

Fátima ressalva, porém, que as medidas de distanciamento em Novo Hamburgo tiveram que ser adequadas ao sistema de bandeiras adotado pelo Estado, que regulou e permitiu a retomada de várias atividades.

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