Hoje, 5 de junho, se comemora o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Nesta semana, o Portal Martin Behrend publicou reportagem exclusiva
mostrando vários problemas na execução do milionário investimento para
tratamento do esgoto no município. As obras estão atrasadas e indefinições
podem prejudicar ainda mais o cronograma – a reportagem está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… .
Na manhã deste domingo, a reportagem do Portal Martin
Behrend recebeu dois flagrantes de crime ambiental junto ao Arroio Luiz Rau. Uma
bolsa feminina – pode ter sido produto de furto – e uma sanfona/túnel infantil
jogados no leito do arroio próximos do cruzamento da Avenida Nações Unidas com
a Rua Marcílio Dias. A síntese de um descaso histórico com um arroio tão
importante e que, há algumas décadas, servia como ponto de encontro para a
gurizada nadar e pescar.
QUEM FOI LUIZ RAU?
Segundo pesquisadores, Luiz Rau foi o primeiro curtidor que
chegou ao Sul do Brasil. Ele chegou em São Leopoldo em 1825 e foi um exímio
especialista na técnica de curtimento do couro, principal matéria-prima para a
produção se chinelos, tamancos, cintos, selas e arreios, no início da produção
coureiro-calçadista no Vale do Sinos. Era evangélico (luterano) e casado com
Johaneete Mayer.
Em 1918, o arroio recebeu a denominação de Luiz Rau.
Anteriormente, foi chamado de Arroio Euzébio e Arroio Weiz. Também se
popularizou com o nome de Arroio Preto. Ele nasce no pé da Encosta da Serra,
próximo da divisa com Dois Irmãos, cruza o bairro Roselândia, passa por outros
dez bairros até chegar ao bairro Santo Afonso e desaguar no Rio dos Sinos. Tem
cerca de 14 quilômetros de extensão. No Centro, junto à rotula do Monumento ao
Sapateiro, se junta com o Arroio Nicolau Becker.
