Não deu outra.
A ocupação irregular de área alagadiça e de preservação deixou casas tomadas pelas águas. São pelos menos cinco construções de madeira – aliás, algumas com bons materiais, como telhas de qualidade.
A situação é verificada às margens da Avenida dos Municípios, no trecho de Novo Hamburgo. No caso, ao lado direito de quem trafega pela avenida no sentido Novo Hamburgo-Campo Bom.
Num dos casos, os ocupantes ergueram uma outra casa quase no acostamento da avenida.
A área, além de ser de preservação ambiental e registra muita vegetação cortada, tem uma função fundamental: é uma esponja do Rio dos Sinos. Funciona como uma “extensão” do rio para absorver águas das chuvas. É um tesouro ambiental, pois é local de reprodução de muitas espécies e de diversificada flora.
Ou seja, essa ocupação tem diversas irregularidades. Fora as questões de saúde dos ocupantes.
REPORTAGEM
Em junho deste ano, o Portal Martin Behrend registrou esta situação a partir de relatos de leitores.
A manchete da reportagem foi: “Prefeitura pretende retirar ocupantes de área verde junto da Avenida dos Municípios”. Na matéria, a Prefeitura se posicionou:
“A Prefeitura de Novo Hamburgo, através da Secretaria de Administração está ciente das invasões às margens da Avenida dos Municípios, no bairro Canudos. Em alguns pontos, como nas proximidades da ponte, em área pública, já ocorreu uma ação de notificação dos invasores por parte da prefeitura. Em outros pontos, em área particular, no caso de áreas na divisa com o município de Campo Bom, a Administração Municipal já notificou alguns proprietários dos terrenos, para providenciar a retirada das pessoas.”
A matéria completa pode ser conferida aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/8004/titulo/prefeitura-pretende-retirar-ocupantes-de-area-verde-junto-da-avenida-dos-municipios .
Se a Prefeitura não retirou os ocupantes da área de preservação, a água fez parte do trabalho. Agora, pela forma com que os ocupantes estão mobilizados, vai ser preciso agir.
Esta é uma área de preservação ambiental fundamental para Novo Hamburgo e região. É preciso atuar com celeridade para impedir outras ocupações irregulares que, até hoje, se mostram desastrosas pelos recorrentes problemas ambientais.
