O futuro da área do antigo Estádio Santa Rosa está em aberto. O terreno no bairro Vila Rosa, de propriedade da Universidade Feevale, poderá abrigar um projeto da MRV Engenharia. Poderá. Anunciado em agosto de 2013, o Condomínio Residencial Porto Marabella e Porto Trinidad ainda não saiu do papel. A obra contempla 660 apartamentos em cinco blocos, todos com 11 andares, e 800 vagas de estacionamento.
Venho atualizando essa pauta do antigo Santa Rosa há alguns anos. No registro anterior, em outubro do ano passado, a MRV Engenharia se manifestou com apenas uma frase: “A MRV Engenharia seguirá a especificação do projeto, quando aprovado pela Prefeitura”. Desta vez, nem isso. Entrei em contato com a assessoria de imprensa por três vezes, conversei por telefone com uma jornalista, mas a empresa não se manifestou por nota oficial.
Em relação à Universidade Feevale, recebi o seguinte esclarecimento: “Não há novidades em relação ao antigo Santa Rosa. A Feevale aguarda a aprovação ou não do projeto por parte da Prefeitura de Novo Hamburgo para tomar qualquer decisão. Em relação à manutenção da área, a instituição realiza a limpeza periodicamente”.
Em relação à Prefeitura de Novo Hamburgo, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Moisés Medeiros, informa que o contato da MRV com o Executivo permanece. Segundo ele, a questão das mitigações (compensações) está em debate. A MRV já teria concordado em investir na estrutura viária do entorno do terreno – ampliação de ruas e pontes, por exemplo –, mas a empresa ainda avalia as exigências da construção de uma escola e posto de saúde no bairro Vila Rosa, já que a expectativa é de cerca de dois mil novos moradores no terreno.
“Recebemos uma contraproposta, repassamos para as secretarias envolvidas neste processo, e estamos enviando nossas considerações à empresa”, explica Moisés. Ele destaca que, mesmo com as mitigações sendo contempladas pela MRV, uma nova Audiência Pública deverá ser realizada para que a comunidade conheça a dimensão do projeto e as melhorias que serão realizadas para viabilizar o megaempreendimento. Isso se a empresa aceitar as condições impostas pela Prefeitura a partir de demandas repassadas por moradores do bairro.
Para acompanhar o caso, tenho duas postagens anteriores que recomendo: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=311 e http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=237
