Moradores da Vila Nova reclamam de locais com água acumulada e aumento do número de mosquitos

A reportagem do Portal Martin Behrend foi procurada por moradores do bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo.

A queixa envolve alguns endereços que apresentam locais com água parada e sinais de abandono. Segundo relatos de moradores, aumentou a presença de diferentes tipos de mosquitos nas últimas semanas.

Confira uma das manifestações:

“Está todo mundo muito preocupado com a dengue e pode ter focos aqui do lado nos prédios abandonados. Estamos com muito mosquito e nunca era assim. Tem uma antiga empresa, o outro é um pavilhao abandonado na subida de uma rua”, relatou a moradora.

Entre as ruas em que estão os imóveis que preocupam os vizinhos, estão Henrique Dias, Aluisio de Azevedo e Luis de
Camões.

A reportagem do Portal Martin Behrend procurou a Prefeitura de Novo Hamburgo para saber o que pode ser feito.

Foi enviado o seguinte esclarecimento:

Sempre que houver
suspeita de água parada e/ou possíveis depósitos para a
proliferação de mosquitos, os moradores devem efetuar denúncia
junto à Ouvidoria do SUS pelo telefone: 998316500 (aceita ligação,
mensagem SMS ou WhatsApp). Efetuada a denúncia é realizada a
fiscalização no local para averiguar a situação e solicitação
de providências para solucionar os problemas constatados in loco,
estando o notificado sujeito a multa por não atendimento.

A Vigilância
Ambiental em Saúde também realiza ações educativas como palestras
em instituições de ensino público e privado, centros comunitários
e ecumênicos, e demais órgão de interesse à saúde pública. Além
disso, ao longo do ano são realizadas atividades constantes de
monitoramento nas residências, imóveis públicos e privados,
terrenos baldios, empresas e demais localidades passíveis de
vistoria/levantamento, conforme previsto no Programa Nacional de
Controle da Dengue (PNCD), com as seguintes ações:

LI + T: Levantamento
de Índices mais Tratamento – realização de levantamento casa a
casa por localidade para identificação de focos e quantitativo de
imóveis que encontram-se infestados por Aedes aegypti (mosquito que
pode transmitir Dengue, Zika e/ou Chikungunya). O tratamento é
realizado junto com as visitas, retirando ou virando os reservatórios
móveis, como vasos de plantas, bebedouros de animais, lixo que
acumula água e/ou o tratamento químico com o larvicida nos
depósitos chamados fixos, como piscinas não tratadas, calhas,
lajes, caixas de passagem do pluvial.

LIRAa: Levantamento
de Índice Rápido de Aedes aegypti – é um mapeamento rápido dos
índices de infestação pelo mosquito, além de possibilitar a
identificação dos criadouros predominantes e a situação de
infestação no município. Esses dados permitem o direcionamento das
ações de controle para as áreas mais críticas. Também são
realizadas atividades de orientação à população.

PEs: Pontos
Estratégicos – são locais definidos como potenciais pontos para a
deposição de ovos e o desenvolvimento de larvas de mosquitos, por
servirem de depósitos de água, como borracharias, ferros-velhos,
floriculturas, cemitérios, etc., que estão sujeitos à inspeções
periódicas

PVE: Pesquisa
Vetorial Especial – é a procura eventual de Aedes aegypti mediante
denúncia em áreas não infestadas e, no caso de suspeita de Dengue
ou outra doença transmitida pelo Aedes aegypti em área até então
sem transmissão. No caso de denúncia da presença do vetor, a PVE é
uma atividade complementar, não devendo interferir no trabalho de
rotina de combate.

Essas ações são
realizadas todos os anos em Novo Hamburgo, desde que o Programa de
Prevenção e Combate ao Aedes aegypti foi implantado no município.
Essas ações são preventivas e é importante que a população faça
a sua parte permitindo o acesso dos Agentes em suas residências,
ouvindo suas orientações e agindo de acordo com elas.

Obs.: O Município
detém contrato com a Universidade Feevale, por intermédio do
Projeto Dengue, o qual executa o PNCD com as ações mencionadas
acima.

A realização de
pulverização do inseticida via UBV costal (conhecido popularmente
como “fumacê”) segue as diretrizes do PNCD, sendo
recomendável quando há um alto índice de infestação de Aedes
aegypti (mosquitos adultos circulantes) e quando há caso(s) de
dengue confirmado(s) no Município/bairro(s)/localidade(s).

A aplicação de
inseticida via UBV costal para o controle do mosquito adulto não é
uma ação preventiva, e sim, paliativa e remediativa, quando todas
as outras medidas já foram adotadas e nos casos especificados acima.
Essa medida deve ser adotada com cautela pelos órgãos de saúde
pública visto tratar-se de um inseticida organofosforado (que
pertence ao mesmo grupo dos agrotóxicos).

A prevenção sempre
é o melhor “remédio” e acreditamos que juntos conseguimos
prevenir e combater o Aedes Aegypti”

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