Moradora de Novo Hamburgo é finalista em concurso de moda com coleção para cadeirantes

A egressa do curso de Moda da Universidade Feevale, Kátia Cristina
Kayser de Oliveira, está na final do 8º Prêmio Brasil Sul de Moda
Inclusiva.

O prêmio selecionou, entre projetos de toda a região Sul do
Brasil, 20 estudantes para apresentarem suas coleções de moda inclusiva
em um desfile que conhecerá o vencedor.

O evento acontecerá dia em 27
novembro, às 19 horas, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do
Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis – mas podendo
ser realizado de forma online, a depender da pandemia de Covid-19.

O 8º
Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva é promovido pelo Instituto Nação
Brasil, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de
Santa Catarina (Senai-SC).

Kátia apresentará uma coleção pensada
para cadeirantes, desenvolvida para o seu Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC), enquanto acadêmica, no primeiro semestre deste ano.

INSPIRAÇÃO

A
inspiração veio com a convivência com seu afilhado, Guilherme Finotti,
que possui paralisia cerebral.
Finotti graduou-se em Sistemas para
Internet e concluiu especialização em Engenharia de Software Aplicada
para Dispositivos Móveis pela Feevale e, há cinco anos, trabalha na área
de TI (tecnologia da informação) de um banco. “Esse trabalho exige, por
vezes, uma roupa mais social, por isso, desenvolvi uma modelagem para
atender ao segmento de moda inclusiva, a partir da identificação das
dificuldades e necessidades que as pessoas com paralisia cerebral
encontram ao vestir-se”, explica Kátia.

Dessa forma, foram
produzidos dois looks. “Optei por fazer roupas para ocasiões que exigem
um traje entre o casual e o formal, aplicando adaptações na modelagem
plana masculina. Também utilizei tecidos com elastano, aviamentos
adequados e, também, tecnologias como antimicrobianos e absorventes,
tudo visando o melhor conforto, funcionalidade e vestibilidade do
vestuário”, diz a egressa.

Para Kátia, é uma grande satisfação
poder apresentar um trabalho em que consegue atender, mesmo que em
parte, às necessidades apresentadas por pessoas com deficiência, ou com
paralisia cerebral, que foi o foco de seu estudo. “De alguma forma, é
como contribuir para que haja igualdade entre todas as pessoas.
Cadeirantes ou andantes, todos têm o direito de vestir a roupa que
desejarem, de se sentirem confortáveis, elegantes, pertencentes à
sociedade que habitam”, completa a egressa.

Ela foi orientada pela
professora Regina Heidrich e criou a sua marca – Atelier Kátia Kayser –
em uma disciplina na instituição.

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