Moradora de Novo Hamburgo abastece seu automóvel com álcool de cozinha

Um mercado no bairro Vila Rosa teve movimentação atípica na
tarde deste sábado (26). Inicialmente, foi um motorista que comprou 20 litros
de álcool de cozinha/doméstico – 92,8° – e saiu levando no carro as compras. Mais tarde, foi outra cliente que chegou. Ela
comprou mais 10 litros de álcool de cozinha/doméstico.

Na saída, ela pediu ajuda para um cliente que estava do lado
de fora do mercado: ela precisava encher o tanque do seu HB20 – motor flex –
com o álcool. De pronto, o homem se colocou no papel de frentista e “completou”
a pedidos da mulher, moradora de Novo Hamburgo.

Com meio tanque, ela estava preocupada em ficar sem
combustível nos próximos dias. Ela recebeu a seguinte orientação: se o tanque
estiver pela metade ou mais cheio, poderia colocar esse álcool – com mais de
92° -, já que o produto deveria se dissolver no restante do combustível.

Dito e feito: o HB20, depois do abastecimento, saiu
acelerando. O litro do álcool de cozinha/doméstico no mercado está sendo vendido por R$
8,00.

ATITUDE ARRISCADA

Em entrevista ao portal G1, o engenheiro e professor da Universidade
Federal do Tocantins (UFT), Alex Vilarindo, colocar álcool de uso doméstico no
carro é uma atitude arriscada. Isso porque o nível de água na composição do
álcool etílico varia e pode provocar danos no motor do carro. É como se fosse o
mesmo efeito de um combustível batizado, segundo ele.

Ele afirmou também que, mesmo o álcool comum sendo de
fácil combustão e até funcionando numa emergência, não é algo seguro. O mesmo
vale para bebidas alcoólicas, que podem sujar o tanque e mangueiras, provocando
uma batida de pino no motor.

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