Um patrimônio cultural de Novo Hamburgo segue em silêncio. E, tristemente, ainda sem perspectivas de uma retomada.
Desde o começo do ano, a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo parou de encantar a população. Como mais de 70 anos de história, sofreu um duro e inesperado golpe do governo do prefeito Gustavo Finck (PP). Num único movimento, a Prefeitura tirou 100% do investimento no grupo.
Ainda em março, o encerramento das atividades da Orquestra de Sopros motivou reuniões, mobilizações, abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas, políticos e entidades se colocando à disposição. Mas nada se materializou.
No começo do mês de maio, o Portal havia feito uma atualização do tema para saber se havia novidades: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
MINISTÉRIO PÚBLICO
Desde o início de abril um novo ator tem participado das negociações entre a Prefeitura de Novo Hamburgo e o Instituto Arlindo Ruggeri para a retomada da Orquestra de Sopros da cidade. O Ministério Público passou a mediar os diálogos, em busca de uma solução para o impasse que vai para seis meses, desde que a nova gestão municipal assumiu. Mesmo com a atuação do MP, no entanto, não há avanços para que os repasses que mantém a Orquestra sejam reiniciados.
HISTÓRICO
Iniciadas em janeiro, ainda no início da gestão do prefeito Gustavo Finck, as negociações para que a Prefeitura mantivesse o convênio que sustenta a segunda Orquestra mais antiga do Estado estão estagnadas. Em março a Secretaria Municipal da Cultura informou que não iria realizar os repasses deste ano. Desde então, já são alguns meses de inatividade da OSNH, que precisou interromper seus trabalhos pela primeira vez em mais de 70 anos de história. O valor básico necessário para manter os cerca de 30 músicos contratados é de R$ 80 mil mensais.
Desde o dia 3 de abril uma tentativa de diálogo foi iniciada no âmbito da Promotoria de Justiça Especializada de Novo Hamburgo, sob a liderança do promotor Sandro de Souza Ferreira. Um dos pontos levados em consideração pelo promotor é o fato de que a OSNH é um patrimônio histórico, artístico e cultural de Novo Hamburgo e, portanto, deveria ser mantida pela Prefeitura.
O Executivo municipal recebeu prazo até o dia 30 de abril para apresentar uma solução que garantisse a retomada da Orquestra, mas o prazo se encerrou sem que a gestão Finck desse nenhuma resposta.
Na semana passada, o Portal Martin Behrend consultou a Prefeitura de Novo Hamburgo sobre o tema. Nesta terça-feira (3), veio o posicionamento do Executivo: “A
Prefeitura informa que tem uma audiência com o Ministério Público na
quarta-feira (4). É uma audiência extrajudicial, pois não existe
processo judicial a respeito”.
NEGOCIAÇÕES
Desde que a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo interrompeu as suas atividades, uma onda de solidariedade mobilizou o Rio Grande do Sul. Lideranças políticas de diferentes matizes defenderam publicamente a continuidade da Orquestra. No entanto, nenhuma alternativa para o financiamento da OSNH foi, de fato, viabilizada. “O que buscamos é uma solução que garanta o funcionamento, pelo menos, até o final do ano. Algumas alternativas têm se apresentado, mas são possibilidades para o futuro, não para agora. Por isso a importância de que voltemos a dialogar com a Prefeitura”, afirma o diretor artístico da OSNH, Gustavo Müller.

























