Eram 14h15 desta segunda-feira (24). Uma médica de Novo Hamburgo, 48 anos, precisava dar um pulo num estabelecimento comercial na Avenida Maurício Cardoso.
Ela deixou seu veículo estacionado próximo do cruzamento com a Rua Gomes Portinho. Pegou a carteira, acionou o alarme do carro e foi até o comércio. Foram cerca de cinco minutos.
Ao retornar, entrou no veículo e… susto! A mochila da academia, onde estava seu celular, havia sido levada.
Sem qualquer marca de arrombamento. Sem qualquer arranhão na lataria. Como num passe de mágica, levaram a mochila e os pertences que tinha dentro.
A médica foi mais uma vítima do bloqueador de alarme veicular. “Ficamos sabendo que tem quadrilha especializada nesse tipo de crime. Eles ficam esperando uma vítima desatenta para, em poucos segundos, realizar o roubo”, conta a hamburguense.
O bloqueador é um pequeno aparelho, parecido com um controle remoto. Ao ser acionado próximo a um veículo, ele bloqueia o sinal do alarme e impede que as portas sejam trancadas pelo controle remoto da chave. Desta forma, o proprietário está convicto que deixou seu carro fechado, quando, na verdade, o automóvel está vulnerável.
Provavelmente, a ação dos criminosos em abrir a porta, pegar a mochila e fugir da Avenida Maurício Cardoso levou menos de 30 segundos.
TRANSFERÊNCIA
Além dos equipamentos esportivos, a médica ainda foi surpreendida com outra operação arrojada: eles conseguiram acessar o PIX instalado no celular e transferiram R$ 9 mil. Só que foi essa operação que deixou pistas do nome e do CPF de um envolvido na transação criminosa.
Segundo apurado por familiares da médica, se trata de um criminoso com passagens policiais. Ele está sendo investigado pela Polícia Civil.
Em relação ao crime, a hamburguense destaca que é preciso redobrar os cuidados. “Infelizmente, com a tecnologia, achamos que apertando um botão as coisas se resolvem Descobri que não é assim. Fomos orientados a sempre conferir se o carro está realmente fechado, pois existem estes bandidos, pacientemente, esperando para cometer um crime”, conta.
ARROMBAMENTO
Enquanto vai retomando sua rotina com um novo celular e aguardando as investigações, a médica recebeu uma ligação, nesta terça-feira (25), de um colega de profissão.
Ele teve sua carro arrombado no entorno da Rua Vicente da Fontoura, no Centro de Novo Hamburgo. Quebraram o vidro – desta vez, não foi com o bloqueador de alarme veicular.
Pode ser coincidência – ou não: estes crimes de furtos e roubos em veículos estão voltando à medida que aumenta a circulação de pessoas nas ruas.
Redobrar a atenção é fundamental. Só apertar o botão do alarme do carro pode não ser o suficiente.
