A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo divulgou, nesta terça-feira (23), uma manifestação oficial.
A entidade, que conta com mais de 1000 (mil) associados, está muito preocupada com a bandeira Vermelha que está em vigor na região de Novo Hamburgo. Um novo fechamento do comércio deverá representar prejuízos irrecuperáveis.
MANIFESTO CDL NH SOBRE A BANDEIRA VERMELHA
“Este manifesto é um desabafo e um pedido de socorro da entidade que representa os lojistas
em Novo Hamburgo. Desde o início da pandemia, a CDL NH tem recebido inúmeros contatos de
empresários, desesperados com o futuro dos seus negócios. Em nome dos mais de 1.500
associados apelamos pelo futuro da economia da nossa cidade.
Quem vai assumir esses
prejuízos do fechamento do comércio? Faz parte da essência da CDL de Novo Hamburgo
fomentar o diálogo com o poder público para contribuir com políticas mais equilibradas e justas,
não somente a favor das empresas locais, mas de toda a população, que também é diretamente
beneficiada com as melhorias no ambiente de negócios.
A trágica crise econômica que estamos vivendo, provocada pela Covid-19, também está
matando pessoas que não foram contagiadas pelo vírus, mas foram vítimas da falência, do
desemprego, das dívidas e da falta do seu próprio sustento. Ter o comércio fechado, mais uma
vez, aproxima o fantasma do desemprego, a fome e a criminalidade.
A classe lojista está
assustada e teme que as consequências sejam irreversíveis. “Quem vai pagar essa conta?” É o
que ouvimos de nossos associados diariamente. Reuniões na prefeitura tentaram acalmar
nossos ânimos e justificar medidas restritivas, mas até agora não tivemos nenhum incentivo
para tentar manter nossos negócios abertos, gerando emprego e receita para o município. E
mais uma vez, os empresários estão sendo castigados por terem que fechar suas portas. Como
dorme um cidadão desses?
Os setores do comércio e serviços cumpriram a sua parte, obedecendo normas sanitárias.
Agimos rápido, nos ajustamos, tanto ambiente físico, quanto em relação a colaboradores e
clientes. Mesmo assim, vamos ter que pagar a conta, que foi ocasionada por parte da população
irresponsável e pela insuficiente fiscalização, que não conseguiu evitar aglomerações no
transporte público, em praças, ambulantes nas vias centrais, filas em bancos, lotéricas, além de
festas e agrupamentos em geral.
Nosso apelo não é de agora. Estamos clamando por ajuda, em prol dos lojistas, desde o princípio
da crise. Deixamos nossos negócios de lado para defender essa bandeira. Infelizmente, não
tivemos o apoio esperado para reverter o caos. Neste momento, o papel da CDL de NH se
restringe em apoiar as medidas de contenção propostas, por se tratar de uma situação de
calamidade pública. No entanto continuaremos a cobrar, sobre o investimento em
infraestrutura em saúde, políticas de enfrentamento à crise, incentivos fiscais ao comércio local.
Mais uma vez reforçamos nossa crença: não é o comércio o causador da disseminação do vírus
e sim as festas e aglomerações. Acreditamos que a saúde e a economia podem e devem andar
juntas.
Estamos sim preocupados com a população, mas a economia não pode esperar, não pode parar.
A bandeira laranja é uma sobrevida, uma abertura gradual, que estava funcionando. Vamos
juntos torcer para que a bandeira laranja volte a tempo de salvar e socorrer a atividades mais
atingidas, precisamos de decisão imediata senhora prefeita o comércio fez a sua parte com
propriedade e respeito.
Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo”
