O ponto de táxi em frente ao Bourbon Shopping, de Novo
Hamburgo, foi cenário de mais um episódio de violência. Na noite desta quinta-feira,
por volta de 20h55, o motorista de Uber Márcio Pinto foi agredido por taxistas.
Uma gerente de loja do centro de compras foi proteger o motorista e também acabou
levando um soco. A Guarda Municipal e a Brigada Militar foram acionadas. Em razão das agressões, Pinto passou cerca de seis horas fazendo exames
nesta sexta-feira, incluindo ressonância magnética para avaliar a extensão
das sequelas.
Este ponto de táxi do Bourbon Shopping juntamente com o
ponto da Estação Novo Hamburgo da Trensurb são os que mais registram atos
violentos. Aparentemente, com o patrocínio das autoridades, principalmente da
Prefeitura de Novo Hamburgo e da Guarda Municipal. São vários casos registrados
com taxistas inconformados com a ascensão dos aplicativos transformando indignação
em violência, sangue e agressões.
Cabe lembrar que o jornalista Martin Behrend no exercício do
seu trabalho também foi agredido por taxistas, sendo que alguns se
identificaram como do ponto do Bourbon Shopping. De forma covarde, taxistas
fizeram acusações mentirosas sobre a atuação do jornalista, que jamais usou
Uber, nunca baixou o aplicativo ou sequer trabalhou para Uber ou qualquer outra
empresa. Mesmo assim, foi agredido por um grupo de bandidos travestidos de
taxistas, já que atacaram de grupo a socos e chutes um trabalhador desprevenido.
A Associação dos Taxistas de Novo Hamburgo nunca procurou o jornalista para
qualquer pedido de desculpas e não publicou qualquer manifesto público repudiando a
violência. O caso está na Justiça: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
EMBOSCADA?
Nesta quinta-feira, por volta de 20h45, Pinto estava no
entorno do Bourbon Shopping quando recebeu uma chamada de passageira de nome
Paula. Ele tentou descobrir se ele iria esperar na saída das Lojas Renner (Rua
Joaquim Nabuco) ou na entrada principal (Avenida Nações Unidas). Após ficar
alguns minutos em frente a Renner, se movimentou para o outro ponto se
posicionamento na única vaga que existe para embarque e desembarque de
passageiros – local destinado para qualquer cidadão posicionar seu carro.
Logo após chegar, um taxista veio tirar satisfações. Houve
algumas ameaças verbais até que o taxista deferiu socos no motorista. Preso no
cinto de segurança, ele foi presa fácil para o agressor. Quando conseguiu sair
do carro para reagir, ele se enroscou com o autor dos socos e acabou sendo
atacado por outro taxista. Neste momento, a gerente de uma loja foi proteger o motorista
e acabou sendo atacada com um soco.
Na sequência, um dos taxistas acabou saindo na carona de um
veículo. A Guarda Municipal e a Brigada Militar foram acionadas para que as
vítimas pudessem registrar Boletim de Ocorrência (BO) – a gerente também fez
BO. “Pode ter sido uma emboscada. A passageira que me acionou não respondeu
meus chamados no chat. Ela também não cancelou a chamada. E não apareceu para
que eu pudesse fazer o transporte”, relata Pinto. “Estou com dores pelo corpo, principalmente na cabeça. Felizmente, os exames não detectaram maiores danos. Vou seguindo minha atuação, sou um trabalhador e seguirei minha vida”, completa.
PREFEITURA
Há mais de seis meses, o Portal Martin Behrend vem cobrando
providências da Prefeitura e demais autoridades para estancar esta onda de
violência. Sem pulso firme e aparentemente acovardado, o Poder Público coloca
panos quentes na situação e se esquiva com argumentos jurídicos. Motoristas,
passageiros e imprensa já foram agredidos. Homens e mulheres inocentes
apanharam pela ira de agressores com permissão para realizar serviço público. Prejuízos físicos e
morais escancarados. Só falta o cadáver.
A reportagem do Portal Martin Behrend enviou alguns
questionamentos para saber o que o Poder Executivo vem fazendo para coibir
novos atos violentos envolvendo taxistas e motoristas de Uber. A seguir os principais esclarecimentos enviados
pela assessoria de imprensa do governo Fátima Daudt (PSDB):
1. O que a Prefeitura está fazendo para coibir a violência?
Em diversos momentos, em que ocorreram fatos semelhantes e
quando estes foram registrados com os Boletins de Ocorrências na Delegacia de
Polícia, foram chamados os permissionários e motoristas. Em alguns casos os
motoristas foram advertidos e outros foram suspensos, conforme prevê a
legislação vigente.
2. Por que a Guarda Municipal não atua com mais presença em
locais onde se tem mais registros de violência?
A Guarda Municipal (GM) realiza rondas constantes nos locais
com mais registros de violência. Tanto é que a GM já encaminhou para as
autoridades policiais vários infratores atuando nestes pontos.
3. A Prefeitura compactua com a violência dos taxistas? Se
não compactua, por que nenhuma ação enérgica é adotada? A Prefeitura não compactua com tais atos, tanto que existe
um regramento para a atividade. Outra comprovação que a Prefeitura é contra
estes episódios é que, atualmente, está em fase de término de um processo
administrativo, onde foi solicitada a revogação da permissão de um
permissionário (Está em fase de defesa do permissionário). Toda a pessoa que se sentir lesada por um taxista ou outro
prestador de serviço deverá realizar o registro de ocorrência policial e,
posteriormente, entrar em contato com a Diretoria Municipal de Transporte
Público para a averiguação dos fatos e as devidas providências.
4. Como está o caso do taxista que ameaçou com agressões,
inclusive intimidando prefeita, secretários, vereadores? Conforme resposta anterior. Está em fase de defesa do
permissionário (possui 30 dias – base legal).
Cabe ainda reforçar que a atuação do Uber está amparada por
lei federal. Esta lei, contudo, poderá ser alterada. O Portal Martin Behrend
registrou votação na Câmara dos Deputados que foi considerada uma vitória para
os taxistas e que poderá sepultar o formato atual de atuação dos aplicativos. A
notícia que beneficiou os taxistas está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…O projeto ainda precisa ser apreciado no Senado e passar pela sanção presidencial
para passar a valer.
