Mais crimes em arroio hamburguense

Não existe política pública que funcione exemplarmente quando se tem uma população criminosa, relaxada, sem educação e desrespeitando o espaço em que vive e convive.

Dizem que devemos evitar afirmar que é porquice, pois os porcos não merecem tal comparação.

Como se já não bastassem os pichadores sujando e destruindo a cidade com suas tintas criminosas. São vândalos detonando patrimônios público e privado.

Além deles, temos os criminosos que transformam nossos arroios e rios em latas de lixo. Sem qualquer cerimônia, depositam o que bem entendem e vão embora como se eles não tivessem qualquer responsabilidade.

Na manhã desta quinta-feira (25), eu estava circulando pela Avenida Nicolau Becker, após terminar a apresentação do programa Start, na Rádio União. Gosto de contemplar o Arroio Nicolau Becker. Fico curtindo as árvores, os pássaros e já presenciei peixes e tartarugas por ali e também no Arroio Luiz Rau.

Passando pela Rua Silveira Martins, tive minha atenção desviada para um cena tristemente verdadeira: um sofá dentro do arroio. Um SOFÁ!

Eu quase não acreditei. Retornei e fui estacionar para ter certeza que tinha visto corretamente. Sim, alguém passou pelo arroio e jogou um sofá ali. Ah, mas pode ter caído de um caminhão de mudança?!? Será que se perde um sofá dessa forma? É um desleixo e um desprezo com o local em que se vive.

Ao lado, tinha mais sujeira: balde, tampas, embalagens plásticas. Tudo dentro de um arroio que insiste em sobreviver. Aliás, um parênteses: esse trecho do arroio precisa de uma ação de desassoreamento – decha parênteses.

É criminoso o que fazem como o meio ambiente. É uma minoria da população, mas tem pessoas que insistem em agredir locais que representam a vida.

São atitudes criminosas que precisam ser registradas.

Quando temos enxurrada, percebemos que esses gestos são mais corriqueiros do que imaginamos. Aparece de tudo sendo arrastado pelos arroios, fruto do descarte irregular de muita coisa.

Depois, reclamam da qualidade da água, de bueiros entupidos, de ruas alagadas. Mas, também, com sofás dentro de arroios, como esperar algo diferente?!

Perdão, mãe-natureza. Que essas pessoas – uma minoria – tenha a condição de, algum dia, aprender ou ser punida por seus crimes ambientais.

Abaixo mais duas fotos do Arroio Nicolau Becker na manhã desta quinta-feira.

Sair da versão mobile