A terra brasileira é generosa. Isso é sabido e, atualmente,
a agricultura é uma das locomotivas da economia nacional. O que chama a atenção
é a resistência da natureza diante do avanço do concreto e do cimento. Mais do
que estar cada vez mais sufocada e ameaçada, a flora – em especial as árvores
frutíferas – têm a capacidade de ser generosa com homens e mulheres responsáveis
por parte da devastação de algumas espécies.
Um exemplo clássico são as calçadas – passeio públicos – do município
de Novo Hamburgo. Mesmo rodeadas de pedras, cimento, construções e a poluição
dos veículos, muitas frutíferas se aproveitam de pequenos espaços de terra que
sobreviveram ao “progresso” para crescer, se desenvolver e oferecer suculentos
frutos. Nesta época do ano, em especial, ganham destaque as cítricas:
laranjeiras, limoeiros e bergamoteiras. Em uma rápida circulada por bairros
hamburguenses, foram identificadas árvores forradas nos bairros Centro, Ideal e
Vila Nova – Lomba Grande é hors concours nesta situação.
A presença de frutíferas, além de garantir sombra e saciar a fome de humanos, ainda serve para alimentar pássaros. Antes de ocorrer o
plantio, o cidadão deve consultar a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para saber se a
espécie pode se desenvolver no local desejado – a calçada, por exemplo. Existe
uma legislação que indica o plantio de árvores que pertençam ao bioma regional.
Por isso, embora as frutíferas tenham uma função importante para alimentação de humanos e
pássaros, é fundamental se cercar de informações para não incorrer em
procedimentos inadequados.
Sobre a presença de elementos poluentes ou não saudáveis nas
frutas, a recomendação é que os alimentos sejam limpos e, se necessário,
fervidos a fim de eliminar eventuais impurezas. Particularmente, o Portal Martin Behrend já sugeriu que
fosse criada uma Patrulha do Alimento para levar as frutas gratuitas para
as escolas municipais. Essa ação incluiria amoreiras e goiabeiras que existem em
boa quantidade no município. Esta ideia, contudo, nunca foi levada adiante e,
em várias árvores, quilos e quilos de frutos não consumidos pelas aves acabam desperdiçados ao apodrecerem
nas ruas.
