Na noite de 20 de julho de 2017, a hamburguense Flávia do
Carmo Marques de Lima, 26 anos, faleceu em acidente de trânsito. Ela estava no veículo Volkswagen Gol na sinaleira da Avenida Victor Hugo Kunz, no cruzamento com a rua
Marques de Souza, quando seu automóvel foi atingido pelo carro Honda Fit conduzido por
Nivana Miriam Mello da Silva, 30. A responsável pela colisão, que resultou em morte, estava embriagada e chegou a ser presa.
A morte de Flávia resultou numa série de homenagens. Entre
eles, a criação de um memorial no canteiro central da avenida Victor Hugo Kunz,
exatamente ao lado onde ocorreu o grave acidente. Foi colocada uma pedra especial e fixadas duas fotos: da hamburguense e do registro do acidente. Além disso, foi criado um canteiro de flores. Foi uma maneira de tentar aliviar o
sofrimento e registrar que naquele local ocorreu mais uma tragédia fruto da
terrível combinação álcool + direção.
Só que nada é tão simples no Brasil. Ainda mais quando parte
da população é formada por aproveitadores ou ignorantes. De um tempo para cá,
flores estavam desaparecendo do canteiro idealizado no memorial. O colorido do
local não estava mais tão intenso, já que começaram a ficar buracos no espaço.
Restou a família, que já tem todo sofrimento envolvido com a
morte de Flávia, gastar dinheiro com uma placa e fazer um pedido surreal: “Favor
não roubar mais as flores”.
É provável que o autor ou os autores desse gesto de retirar
flores de um memorial não vão ler esta notícia. Mas se alguém ver, que denuncie
às autoridades policiais. Em respeito à família, em respeito à Flávia.
