Jovem pesquisador da Fundação Liberato levará projeto premiado para a Dinamarca

O prêmio conquistado em 2025 viabiliza a participação de um projeto nesse importante evento internacional

Matheus Loha de Oliveira Ramires representará o Brasil em evento na Europa. Luis Eduardo Selbach/Divulgação

O jovem pesquisador Matheus Loha de Oliveira Ramires, 19 anos, representará o Brasil na Young Scientists Fair and Contest. O evento acontece de 24 a 28 de abril, na cidade de Odense, na Dinamarca.

Matheus é estudante do Curso Técnico em Química da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo.

Ele conquistou o Prêmio Killing de Tecnologia na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec-Liberato), realizada no ano passado, na Fenac. O prêmio viabiliza a participação de um projeto nesse importante evento internacional.

NANOPARTÍCULAS

Com orientação do professor Sandro Marmitt, da Fundação Liberato, e co-orientação da professora Bárbara Caroline Leal (Ufrgs), o projeto que será apresentado pelo estudante é o “Nanopartículas de Carbono Antimicrobianas a partir da Celulose da Kombucha”. Um resíduo gerado na produção de kombucha, uma bebida fermentada à base de chá, está sendo transformado em um material altamente tecnológico e inovador.

A celulose bacteriana (SCOBY), que normalmente seria descartada, foi utilizada para produzir nanopartículas de carbono fluorescentes, materiais que emitem luz e possuem aplicações promissoras no diagnóstico e tratamento do câncer, na toxicologia forense e na detecção de poluentes ambientais.

Apesar do grande potencial, a produção desse tipo de material costuma ser extremamente cara, complexa e pode levar dias. A proposta desenvolvida apresenta um avanço significativo: um método rápido, de até 30 minutos, utilizando reagentes acessíveis e menos tóxicos, tornando o processo mais viável e sustentável.

O estudo também avança na área de microbiologia, uma área ainda pouco explorada para esse tipo de material, ao focar em testes contra bactérias causadoras de doenças, como Staphylococcus aureus, associada a infecções cardíacas, e Escherichia coli, comum em contaminações intestinais. Os resultados foram altamente expressivos, superando antibióticos padrão utilizados como comparação.

A iniciativa reforça o potencial de transformar resíduos em soluções inovadoras, com perspectivas futuras nas áreas da saúde, meio ambiente e investigação científica.

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