Não vai demorar para chegar o dia em que a Praça do Imigrante, o Parcão e a Praça 20 de Setembro serão ocupados por invasores. E não se surpreendam se a Prefeitura permitir que eles se apropriem destas três áreas históricas do município. Nunca antes na história de Novo Hamburgo tantas áreas públicas e privadas da cidade foram tão invadidas com resposta quase nula do Poder Público.
O caso que trago hoje no blog para ampliar a coleção de áreas invadidas fica no bairro Industrial, junto ao Arroio Luiz Rau e à
Rua Pinheiro Machado. Segundo relatos de moradores do bairro, a invasão começou há cinco meses. A Prefeitura foi informada da situação e, em julho, fotos publicadas nas redes sociais denunciavam o crescimento da ocupação. Atualmente, alguns barracos estão com perfil de casa própria, com direito a TV a cabo, cerca, jardim, telhas novas, portões, cadeados e, nas últimas semanas, começaram a crescer paredes de tijolos. O pessoal não pensa em sair tão cedo da invasão.
Um morador próximo
à invasão
lembra que, há alguns anos, a área chegou a ser ocupada por barracos, mas outra administração conseguiu
liberar a área. “Essa é uma região que, em casos se chuva forte, o arroio costuma jogar água para fora e trazer transtornos. Além disso, foi reservada para uma eventual ampliação da Avenida Nações Unidas. É inaceitável que a Prefeitura tenha permitido, novamente, a ocupação desse mesmo espaço”, desabafa. “É incrível que eles conseguem água, energia elétrica e passam a ser os donos desta área. Se formos fazer tudo corretamente, demora semanas. Quem fiscaliza, quem dá as permissões, como tudo isso acontece na frente das autoridades sem qualquer reação?”, questiona.
O blog Martin Behrend entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo. Enviei e-mail para seis integrantes da equipe de comunicação solicitando esclarecimentos do secretário municipal da
Habitação, Beto Carabajal. A seguir, as explicações do secretário para a comunidade de Novo Hamburgo:
Publico no anexo imagem do Google Maps feita há alguns meses. O registro não deixa dúvidas: a área em questão estava desocupada. E é como deveria estar liberada até hoje. Nunca antes na história de Novo Hamburgo houve tantas invasões e tanto desrespeito com a legislação. E vem mais pela frente, a ordem é invadir!
