Impressoras queimam e Farmácia Popular deixa de fornecer alguns remédios

Tem Arenas de futebol bilionárias. Mas não tem impressora para fornecer alguns remédios a pacientes – principalmente, de baixa renda. Esta é a realidade da Farmácia Popular do Brasil na Rua Lima e Silva, 421, em Novo Hamburgo. No começo desta semana, a segunda impressora queimou –

a outra estava fora de uso há algum tempo.

São equipamentos certificados e lacrados. Com isso, não está sendo possível fornecer o comprovante da retirada para controle da movimentação. Segundo a farmacêutica responsável, a maior parte dos remédios distribuídos no local se encontra

em outras farmácias hamburguenses com a bandeira Farmácia Popular do Brasil.

Contudo, seis estão em falta nestes outros endereços dentro da demanda proposta pela Farmácia Popular. Para os pacientes seguirem com o tratamento precisarão pagar do próprio bolso. São remédios de uso contínuo para controle de pressão alta e diabetes. A Farmácia Popular da Lima e Silva tem os medicamentos, mas não consegue liberar; já nas outras farmácias eles estão em falta.

Os seis medicamentos que precisam ser comprados pelos pacientes são:

– Enalapril 20mg / Furosemida 40mg / Metildopa 250mg / Metildopa 500mg / Nifedipina 20mg / Verapamil 80mg

A farmacêutica informa que outros serviços específicos seguem funcionando normalmente com a emissão de registro em bloco de papel. Segundo ela, desde que o espaço foi inaugurado, em 2008, é a primeira vez que esta situação é registrada.

A previsão é que as impressoras voltem a funcionar na semana que vem – existem mais duas em fase final de aquisição. A manutenção é da Prefeitura de Novo Hamburgo, que tem convênio com o Ministério da Saúde e Fiocruz. Até lá, ou os pacientes compram os medicamentos ou, se não tiverem dinheiro, devem rezar para não acontecer o pior. Tudo por causa de duas impressoras queimadas.

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