O dia não foi fácil no Hospital Regina, de Novo Hamburgo.
Aliás, na história de mais de 90 anos da tradicional e prestigiada casa de saúde deve ser um dos períodos mais instáveis.
Nesta segunda-feira (20), dezenas de colaboradores do hospital foram demitidos. O anúncio ocorreu num auditório do Regina, que recebeu os funcionários que estavam sendo desligados. É mais um efeito da pandemia do novo coronavírus.
A reportagem do Portal Martin Behrend apurou que o número de demissões ficou entre 100 e 120. Foram consultadas cinco fontes com ligações com o hospital.
Só que esse número pode crescer, pois existe uma perspectiva de nova rodada de demissões ainda nesta semana. Há estimativas que podem ser cerca de 250 demissões.
Na parte da tarde, a reportagem do Portal Martin Behrend conversou com a assessoria de comunicação do Regina. Por telefone e WhatsApp houve a solicitação de comunicado oficial, além de envio de e-mail reforçando o pedido. Até o fechamento da reportagem, a direção da casa de saúde não se manifestou.
PERFIS
Na leva de demissões, tem profissionais do raio-X, técnicos de Enfermagem, equipes de limpeza e recepção, médicos plantonistas, entre outros setores. Além disso, tem profissionais que foram mantidos, mas tiveram redução de salários.
Conforme apurado pela reportagem, profissionais de alto gabarito e com dedicação de mais de 20 anos foram desligados. “O ambiente estava muito triste. Muito carregado”, relatou uma colaboradora que segue atuando na sua função.
A radical redução de cirurgias eletivas, de exames e de outros procedimentos clínicos e cirúrgicos nas últimas semanas freou o ingresso de recursos na casa de saúde.
Para evitar a falência do hospital – termo que foi utilizado hoje, de acordo com fontes consultadas -, foram necessários os cortes. Atualmente, o hospital estaria operando com cerca de 50% de sua capacidade em razão da necessidade de evitar desperdícios.
Os demitidos foram informados que, ocorrendo a gradativa normalização da situação no país, daqui a alguns meses – quatro ou cinco – deverão ocorrer recontratações. A própria chegada do inverno, a partir de junho, deverá exigir aumento de colaboradores em razão do aumento de pacientes doentes.
