Na manhã desta sexta-feira (21), uma leitora do Portal Martin Behrend procurou a reportagem em razão de dificuldades de ingressar no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Ela era acompanhante de um familiar e aguardava em frente ao hospital desde as 7 da manhã.
“Tem pessoas que são acompanhantes de pacientes com idade avançada, por exemplo. Quem está lá dentro fica nervoso, pois acham que ninguém virá para fazer companhia”, relatou a leitora. “Eles (hospital) não dão explicação e até chamaram a Guarda Municipal”, completou.
A reportagem do Portal Martin Behrend procurou a assessoria da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), que destacou uma mudança informada ao longo da semana.
É que o Hospital Municipal restringiu a presença de acompanhantes por conta de avanço da Covid.
Confira o comunicado da decisão:
“A permanência de acompanhantes durante a internação de pacientes no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) será restrita a partir desta quinta-feira (dia 20), por conta do aumento de casos de Covid-19 no Estado e que confirmam a transmissão comunitária.
Como amplamente divulgado na mídia, o rápido e contagioso avanço da variante Ômicron do coronavírus deixa a todos os profissionais de saúde em estado de máximo alerta.
Conforme a instituição, a aceitação de acompanhantes se limitará a casos realmente excepcionais, sob avaliação de uma equipe multidisciplinar. Não são permitidos menores de 18 anos, maiores de 60 anos e portadores de necessidades especiais como acompanhantes.
Desde o começo da pandemia, o Hospital Municipal de Novo Hamburgo mantém a suspensão das visitas. A medida tem se mostrado relevante no controle de infecções causadas pelo coronavírus nas dependências do HMNH.
No vídeo, confira a fala do médico infectologista Rafael Matiuzzi, que atua junto à Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), a respeito dessa decisão tomada pela instituição hamburguense.
A Direção da Fundação de Saúde agradece a colaboração e a compreensão de todos, reiterando a importância de se manter todos os cuidados ao combinar o uso de máscara com a higienização das mãos e o distanciamento social, como preconizado pelas autoridades sanitárias.”
DIRETORA
A diretora-presidente da FSNH, Tânia Terezinha da Silva, destaca que esta não é uma decisão administrativa ou de gabinete. “Foi uma decisão junto com o infectologista responsável pelo hospital. Nós temos de diminuir a circulação desse vírus dentro dessa nossa instituição”, explica Tânia. “Estamos num momento muito difícil e a transmissão comunitária é muito grande”, comenta.
Tânia lembra que os acompanhantes, após deixarem o hospital, circulam por diferentes locais, como mercados, farmácias, ônibus, comércios, entre outros. E, ao retornarem pro hospital, de forma involuntária, podem estar trazendo o vírus. “Neste momento foi adotada esta decisão técnica, assim como já fizeram muitos outros hospitais. É claro que vamos rever o fluxo, mas posteriormente”, completou.
Ela destacou que cada caso envolvendo pacientes em situação de maior vulnerabilidade ou necessidades especiais será analisado de forma individual, já que a direção do hospital tem conhecimento de que alguns pacientes necessitam de companhia permanente.
No vídeo abaixo, o médico infectologista do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, Rafael Matiuzzi, fala sobre novas restrições de circulação.
