Homem morreu após tortura em Novo Hamburgo: cinco pessoas são presas

A Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo, desencadeou a Operação Tormentum, nesta quarta-feira (26), no combate a crime de homicídio.

As investigações iniciaram no dia 13 de dezembro de 2024, quando uma pessoa foi arrancada de dentro da residência de seu pai por sete indivíduos, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo.

Em seguida, os autores colocaram a vítima em um veículo e se deslocaram para um local ermo, onde praticaram o crime de tortura.

Em um certo momento, os criminosos voltaram ao endereço inicial, retiraram a vítima do porta-malas do automóvel e continuaram com as agressões.

A vítima foi levada, em estado gravíssimo, para atendimento médico. Contudo, o homem não resistiu aos ferimentos causados pela tortura, vindo a falecer no dia seguinte – 14 de dezembro.

MOTO

Segundo as investigações dos policiais, a vítima não tinha relação com o crime organizado. Antes de ser arrancado de casa e levado para a tortura, o homem estava num bar e, ao sair, teria confundido a sua motocicleta. Traficantes que estavam no local achavam que ele queria furtar a moto. Houve uma discussão. Posteriormente, os criminosos procederam com as agressões citadas anteriormente.

Na Operação foram cumpridas 19 ordens judiciais, sendo 8 (oito) de prisão temporária e 11 (onze) de busca e apreensão, todas em Novo Hamburgo.

Até o momento, cinco pessoas foram presas. Foram apreendidos R$ 25 mil em espécie, aparelhos celulares e maconha.

Conforme o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado de Polícia Mario Souza, foi um crime extremamente grave, que ensejou uma investigação aprofundada e técnica, alcançando e responsabilizando criminalmente todos os envolvidos.

De acordo com o delegado Thiago Carrijo, diretor da Divisão de Homicídios da Região Metropolitana, “diante da gravidade dos fatos, podemos afirmar que a operação foi uma resposta eficaz e exitosa contra o crime organizado”, destacou o delegado.

Conforme o delegado Gabriel Borges, titular da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, a ação é uma resposta firme ao crime organizado em razão da gravidade das condutas praticadas, a qual alcançou não só os executores, mas os mandantes e os participantes do crime investigado. O nome dos presos não foi divulgado.

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