“Nossa água está há vários dias escura. Não ouvi falar a respeito, mas está a cada dia pior. Tu sabes de alguma coisa?”
“Essa é a cor da água que tá saindo da torneira aqui no Boa Vista e isso que coloquei um tablete de cloro na água. Alguma notícia sobre isso?”
“Hamburgo Velho tá igual. Manchando roupas, deixando a piscina verde e quando enche um copo na torneira e coloca contra uma parede branca dá pra ver a sujeira.”
“Aqui em casa foi a mesma coisa. Acabei com a piscina no final de semana. Imagina pra consumo.”
As mensagens acima foram enviadas ao Portal Martin Behrend e/ou divulgadas numa rede social com marcação do Portal Martin Behrend.
A reclamação é a mesma: a cor da água da Comusa e o temor de consumir o líquido.
ESCLARECIMENTO
Diante de tantos relatos – existem mais registros na rede social – a reportagem buscou um esclarecimento com a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. A assessoria da Comusa enviou o posicionamento a seguir sobre os relatos dos clientes:
“Mesmo com o baixo nível do Rio dos Sinos na captação, que dificulta o processo de tratamento da água devido ao acúmulo de poluição na água bruta captada, o controle de qualidade é rígido e pequenas alterações de cor aparente não interferem na potabilidade da água.
Adicionalmente aos produtos tradicionais, a autarquia está aplicando dois novos tratamentos:
(a) Um à base de ortopolifosfatos, utilizado no final do tratamento para evitar que a água adquira uma tonalidade mais escura;
(b) Outro à base de peróxido de hidrogênio, para melhorar as condições da água bruta na entrada da estação.
Outra possibilidade que pode estar acontecendo em alguns casos, é o fechamento dos registros em residências para as férias ou saída no feriadão. Isso faz com que a água (parada na tubulação) entre em processo de decantação, o que pode afetar a sua coloração.
Ressaltamos que, neste momento de baixo nível do rio, é importante que a população evite o desperdício de água tratada.”
