A falta de uma gestão mais qualificada e menos familiar na área da saúde de Novo Hamburgo continua trazendo dor e sofrimento para a comunidade. O caso mais recente que tive conhecimento foi registrado na semana passada e envolveu uma hamburguense com sintomas de pedra no rim. Foram seis dias de martírio, num circuito envolvendo UPA Canudos, Hospital Centenário e a emergência do Hospital Municipal de Novo Hamburgo – onde ficou por três dias em uma maca à espera de
avaliação por
um urologista.
Embora a cidadã tenha tido um atendimento preliminar preventivo, inclusive com tomografia sendo realizada em São Leopoldo – o equipamento do Municipal estava estragado –, a sucessão de omissões teve início na madrugada de segunda-feira. Isso porque o quadro da hamburguense se agravou na noite de domingo da semana passada. Com fortes dores, a paciente foi levada até o Hospital Municipal, onde teria de se apresentar pela manhã – foi o encaminhamento repassado pelo médico da UPA.
A partir da chegada de madrugada no Hospital Municipal, foram três dias de angustiante e sofrida espera. Deitada numa maca, ficou aguardando por um urologista. Quando as dores aumentavam, recebia soro da equipe de enfermeiros. E ali ficou na segunda-feira, na terça-feira e na quarta-feira… O atendimento especializado só ocorreu na noite de quarta-feira. Ela recebeu orientações do profissional, que também encaminhou para cirurgia – sabe-se lá para qual data, já que tem pacientes esperando há meses por cirurgias eletivas em Novo Hamburgo.
Presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores,
Patrícia Beck (PTB) foi acionada a partir do desespero dos familiares. Ela esteve acompanhando o caso de perto e ficou por horas dentro do hospital procurando entender o caso. “As respostas nem sempre foram as mais claras. Fui atendida por integrantes da direção, mas algumas questões só serão respondidas se for feito um procedimento formal ou oficial. Ou seja, só terei esclarecimentos em fevereiro, quando a Câmara retomar seu trabalho?”, questiona. A vereadora soube que dois urologistas atuam no Hospital Municipal, só que não recebeu respostas sobre carga horária e dias de atendimento. “Tendo dois médicos especializados, é estranho deixar uma paciente três dias sofrendo numa maca dentro da emergência”, avalia.
Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo. Coloquei o blog à disposição para esclarecimentos sobre os procedimentos efetuados no Hospital Municipal. Enviei e-mail para seis integrantes da equipe de comunicação. A seguir, repasso os esclarecimentos enviados aos hamburguenses pela Secretaria da Saúde e pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo:










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