Governo Sartori não renova contrato e presídio de Novo Hamburgo fica sem câmeras internas para vigiar detentos

Um casal de ciclistas hamburguenses passa seguidamente na
Avenida Coronel Travassos em frente ao Instituto Penal de Novo Hamburgo.
De uns
dias para cá chamou atenção deles um rombo na cerca instalada sobre o muro: não
havia mais cerca nem arame farpado num espaço ao lado de uma das guaritas.

A partir desta sugestão de pauta dos leitores, a reportagem
do Portal Martin Behrend foi apurar o motivo deste rombo na cerca de arame farpado.
E a resposta não foi nada positiva: o governo Sartori, através da
Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), não renovou contrato para
manutenção do serviço de 14 câmeras internas de vigilância.
Elas haviam sido
instaladas em março de 2015 conforme reportagem do Portal: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

Sem as câmeras cuidando da movimentação interna dos detentos,
eles têm mais liberdade para agir e destruir a estrutura do presídio. “O muro
não é muito alto pois este é um local para presos do semiaberto. Com isso, os
apenados conseguem se aproximar da cerca sem que se perceba o que estão fazendo”,
relata um servidor que trabalha no local. Sem auxílio das 14 câmeras internas,
a vida dos detentos dentro do presídio ficou mais tranquila e menos controlada.

Um alento para a comunidade hamburguense é que as nove
câmeras externas posicionadas no entorno do presídio seguem atuando, inibindo e
impedindo fugas.
Uma comparação: nos três primeiros meses de 2015 a média de
fugas registradas foi de 23 ocorrências por mês. Já no primeiro semestre de
2016 foram 16 tentativas de fugas no período de seis meses – menos de três por
mês. Destas, 14 não foram bem-sucedidas pelo flagrante a partir das câmeras e
pela rápida resposta da Brigada Militar e Guarda Municipal.

Com as câmeras externas cumprindo a sua função, o
objetivo de servidores do Instituto Penal é viabilizar um número mínimo de
câmeras internas. Parte do material já está sendo adquirido, mas faltam
recursos, já que o governo Sartori parece determinado a não investir em
prevenção. Com pelo menos cinco câmeras internas – contra 14 que estavam em
funcionamento – já se consegue fazer um trabalho preventivo interessante e
flagrar movimentos suspeitos dos detentos. Em relação ao buraco na cerca, o
conserto seria providenciado imediatamente.

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