ATUALIZAÇÃO às
8h10 de 6 de maio de 2015.
A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo informa que, diferentemente do que foi publicado na notícia, nenhum servidor do Legislativo entrou em greve. Já liderança do movimento de greve confirma que foi registrada a presença de servidor na
manifestação, mas não soube informar se ele estava em greve ou apenas numa adesão parcial.
O governo do prefeito Luis Lauermann (PT) está perdendo o controle de mais uma situação no município. As paralisações e as ameaças iniciais dos professores municipais parecem não ter sido corretamente dimensionadas pelos conselheiros do chefe do Executivo. A greve, que começou com o magistério, contamina outros setores da Prefeitura.
No começo da tarde desta terça-feira (05.05), cerca de 300 servidores protestavam junto ao Centro Administrativo Leopoldo Petry, entre professores e trabalhadores da Prefeitura, Comusa, Ipasem e Câmara de Vereadores. Em algumas janelas do prédio foram colados cartazes “Estamos em Greve”. A cada momento, novos servidores deixavam suas salas para engrossar o movimento no estacionamento da Prefeitura. Entre tantos cantos, os manifestantes bradavam: “Prefeito, não me leve a mal; agora é greve geral” e “Fora Beto” (secretário municipal da Educação, Beto Carabajal).
Os servidores do município não aceitam a proposta de reajuste da Prefeitura: parcelamento em duas vezes da inflação – 5% em abril e 3,41% em novembro. A Prefeitura vem alegando, há mais de um mês, que não tem recursos para bancar um repasse maior e em parcela única. Esse argumento, contudo, sabe-se que não é correto: são salários
exagerados com dezenas de secretários, diretores e CCs empilhados na Prefeitura e Câmara de Vereadores – alguns CCs competentes, mas muitos apenas fazendo número –, gastos milionários com anúncios e publicidade (mais de R$ 3,3 milhões com duas agências), tarifaço de mais de 40% na Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP), contratos de milhares de reais para shows musicais, redução tardia das diárias dos servidores (a economia poderia ter começado bem antes), entre outros itens que representarão milhões de reais.
Não estou julgando
se estes investimentos estão certos ou errados, até porque já me manifestei dizendo que sou favorável à publicidade informativa do Poder Público e defendo eventos festivos para celebrar o aniversário de Novo Hamburgo. O que precisa ficar claro para a comunidade é: tem dinheiro nos cofres, mas a prioridade do governo Lauermann não é repassar aumentos dignos para os servidores, mas sim investir nas situações que mencionei acima.
Embora a assessoria de imprensa da Prefeitura se esforce em informar que os serviços públicos estão dentro da normalidade, essa informação não procede. Os estragos estão chegando a milhares de lares hamburguenses. A greve geral dos servidores municipais não é mais uma hipótese. Se o quando não mudar, Novo Hamburgo pode parar.
A seguir, veja dois
videos exclusivos dos protestos de hoje:
https://www.youtube.com/watch?v=UHB2z3AO0c4
https://www.youtube.com/watch?v=1FPB87wdGZw

























