Futuro diretor-presidente da Comusa confirma: tratamento de esgoto vai mudar. Projeto com plantas macrófitas abortado!

O futuro diretor-presidente da Comusa – Serviços de Água e
Esgoto de Novo Hamburgo confirmou o que muitos leitores do Portal Martin Behrend já sabiam ou
imaginavam.
Nesta terça-feira, na apresentação da equipe de trabalho da
prefeita eleita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt (PSDB), a informação partiu de
Silvio Klein, que voltará a comandar a Comusa a partir de 1º de janeiro de
2017: o projeto original apresentado no governo Tarcísio Zimmermann, com a utilização
das plantas macrófitas para fazer o tratamento biológico dos resíduos e
devolver água limpa ao Rio dos Sinos, será abortado.
“Não seguiremos a proposta
com as macrófitas. Usaremos o tratamento tradicional e mais conhecido”, frisou
Klein.

Atualmente, Silvio Klein atua como Diretor de Relacionamento
com o Cliente da Comusa e sabe como poucos o que acontece lá dentro. Aliás, ele
já foi diretor-presidente. Sem querer ser deselegante, ele destacou que foram
três anos perdidos dentro do governo do prefeito Luis Lauermann (PT). “Teremos que
definir nossa nova proposta, apresentar à Caixa e, depois, não parar mais”,
frisou.

Entre tantos recursos investidos, um protótipo para testar a eficácia das plantas foi erguido
no Loteamento Moradas dos Eucaliptos, junto ao Aeroclube de Canudos e quase na
divisa com Campo Bom. A obra deveria ter sido concluída em fevereiro
de 2015. Desperdício de tempo e dinheiro. A Universidade Feevale também
investiu em pesquisas e experimentos com plantas macrófitas na Estação de Tratamento
de Eesgoto (ETE) Mundo Novo. Em outra frente, uma área gigante foi reservada no bairro Santo
Afonso para erguer as lagoas de tratamento. As viagens para a Europa ainda no governo
Tarcísio a fim de entender o tratamento das macrófitas, agora, se mostram sem
validade. Praticamente tudo será alterado.



Lançadas em março de 2011, as obras milionárias prometiam
revolucionar 80% do tratamento do esgoto de Novo Hamburgo. O prazo de cinco
anos anunciado pelo ex-prefeito Tarcísio Zimmermann, durante o início das
obras, em março de 2011, implodiu.
Atrasos e indefinições por parte da Comusa
colocaram em risco a finalização do investimento superior a R$ 150 milhões.
Numa reportagem anterior do Portal Martin Behrend, estimativas extraoficiais
indicavam que iria se levar o dobro do tempo para o sistema estar funcionando
na sua plenitude. Ou seja, a conclusão seria realizada somente em 2021. A
matéria pode ser conferida no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

Além do atraso e da perda de controle no projeto do
tratamento de esgoto, a Comusa tem outro problemão pela frente: a dívida da
Comusa com a Corsan.
Segundo foi ajustado no ano passado, mais de R$ 147
milhões terão de ser pagos pela Prefeitura de Novo Hamburgo à Companhia
Riograndense de Saneamento (Corsan). O valor se refere ao ressarcimento do
valor do patrimônio deixado pela Corsan ao município, na década de 90, quando o
serviço de saneamento passou a ser prestado pela Comusa. “Este será um assunto
que a comunidade hamburguense precisará participar e opinar. É um valor muito
elevado”, completou Klein

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