Fundação Scheffel não vai fechar as portas! Curador esclarece que solução está a caminho

O atraso no repasse da subvenção para manutenção da Fundação Scheffel fez soar o alarme entre algumas lideranças de entidades hamburguenses. Ontem, na primeira reunião do Grupo Pensando Novo Hamburgo em 2015, realizada na CDL,

a informação que circulou era que, se a situação não mudasse, Novo Hamburgo perderia a Fundação Scheffel, que teria de encerrar suas atividades. Hoje poderá ser realizada uma reunião para tratar deste tema e mobilizar novos voluntários para atuar

na defesa do patrimônio.

Contudo, o curador da Fundação Scheffel, Angelo Reinheimer, garante que essa possibilidade não existe. A situação de atraso no repasse da subvenção do município é uma realidade, mas a solução vem sendo buscada diretamente no gabinete do prefeito Luis Lauermann (PT). O presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Novo Hamburgo, o advogado e escritor Henrique Schneider, e o secretário Especial de Gabinete, Gilmar Valadares, foram escalados para auxiliar na busca de solução. Esta situação de atraso no repasse da subvenção não é nova. Em

2014, por exemplo, já ocorreu esse fato. A Fundação acaba tendo de achar soluções mágicas para bancar os pagamentos e fazer ginástica para honrar compromissos mensais.

O lamentável disso tudo é a desconsideração da administração com um patrimônio histórico do município e com um gênio das artes plásticas, chamado Ernesto Frederico Scheffel. A maneira com que os administradores tratam destes tesouros de Novo Hamburgo beira a irresponsabilidade, com traços de desprezo – vide caso do prédio da antiga Semec 2 e da casa de Leopoldo Petry, na Avenida Pedro Admas Filho, entre tantos outros exemplos. É um atentado à história, à cultura, às artes, ao patrimônio do município. Colocam a Fundação Scheffel como uma rubrica no campo dos “gastos”, e não como um “investimento cultural”.

PS: Já externei minha opinião e reforço. A atuação de Carlos Mosmann como secretário municipal de Cultura é fraca. Embora suas experiências culturais e vivências na área de comunicação, Mosmann mantém relações estreitas com diversos setores do cenário cultural. Falta de diálogo, antipatia e pouca vontade para buscar alternativas são características do trabalho do secretário. Sem falar na sequência de ironias para tentar desqualificar

assuntos importantes. Colocado no cargo por conchavos políticos e por padrinhos influentes no PT hamburguense, Carlos Mosmann vem patrocinando uma sucessão de episódios que pouco colaboram para o engrandecimento da valorização da história e da riqueza cultural do município. O caso da Fundação Scheffel é mais um exemplo desta falta de comprometimento.

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