Flanelinhas exigem 20 reais – e guardas municipais apenas assistem

A noite desta quinta-feira foi de fortes emoções para alguns frequentadores do NH Hall. Além do show do Raça Negra – que levou centenas de pessoas à casa de eventos de Novo Hamburgo – o assédio e a pressão de flanelinhas tiraram do sério muita gente.

Conversei hoje com um casal que esteve no espetáculo. Segundo eles, ao estacionarem o veículo na Avenida Vereador Adão Rodrigues de Oliveira logo foram abordados por um flanelinha. “Ele queria 20 reais. Meu marido combinou de pagar na volta, quando estivesse tudo OK. Ele não aceitou. Nesse momento chegaram mais dois flanelinhas nos cercando para intimidar e deixar claro que, se não pagássemos, eles iam aprontar alguma coisa. Acabei pagando para evitar uma confusão maior”, relata uma hamburguense.

A revolta maior, segundo ela, é que a Guarda Municipal estava com viatura no entorno do NH Hall. Os guardas estavam multando e guinchando veículos que estavam estacionados de forma irregular, impedindo a manobra de ônibus que vinham da BR-116 com direção à Estação Rodoviária Normélio Stabel. “Comunicamos e mostramos para os guardas os flanelinhas, mas eles nada fizeram. Tinha mais de 15 flanelinhas, eles estavam vendo e não agiram. Me senti humilhada”, desabafa a hamburguense.

Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura no final da manhã de hoje. Não obtive ainda o retorno. Mas a questão está escancarada: tem lei municipal, tem autoridade, por que não barrar a atuação dos flanelinhas? A atuação dos Guardas Municipais é um mistério em Novo Hamburgo. Não descobri ainda se a ordem é do prefeito, de algum secretário, do comando da Guarda Municipal ou dos próprios integrantes da guarda. Afinal, para multar um carro parado eles tiveram a valentia e a capacidade de cumprir a lei; agora, onde ficou a valentia e a capacidade de cumprir a lei na hora de proteger os cidadãos de bem da extorsão, assédio e intimidação dos flanelinhas?

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