A noite de sábado (6) em Novo Hamburgo foi marcada pelo desrespeito às normas restritivas de combate à pandemia do novo coronavírus e pela rigorosa ação das forças de segurança pública.
O Comitê de Fiscalização COVID fechou 14 bares e encerrou sete festas clandestinas em Novo Hamburgo.
A operação integrada teve início às 20h mobilizou agentes da Guarda Municipal (GM), Polícia Civil (PC), Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
Ao todo, foram atendidas 44 denúncias que configuraram descumprimento das normativas que restringem atividades visando o combate à pandemia de COVID-19.
Além dos 14 bares e das sete festas, foram encerradas 12 aglomerações em praças e vias públicas, cinco aglomerações em residências e fechados seis estabelecimentos comerciais.
FORAGIDO
Entre as festas clandestinas, três mobilizaram grande número de pessoas: uma rave no bairro Lomba Grande, uma festa em uma casa desocupada no bairro Rondônia – que resultou na apreensão do material a ser utilizado no evento – e uma festa no bairro Boa Saúde.
Em uma das festas, um foragido do sistema prisional foi identificado e preso em flagrante por tráfico de drogas.
No trajeto para o encerramento de outro evento clandestino, dois homens em atitude suspeita foram abordados pelas forças de segurança e presos por porte ilegal de arma de fogo (foto abaixo).

BALANÇO PARCIAL
As forças de Segurança Pública e a Central de Fiscalização atenderam, entre quinta-feira (25) e sábado (05), a 202 ocorrências que configuraram descumprimento das normativas que restringem atividades visando o combate à pandemia de Covid-19.
Neste período, mais de 600 pessoas foram orientadas quanto a necessidade de distanciamento social em virtude do aumento de casos do novo coronavírus em Novo Hamburgo.
As principais denúncias são de estabelecimentos comerciais abertos, festas clandestinas e aglomerações de pessoas em locais públicos.
Dentre as ocorrências que demandaram a intervenção dos agentes, constam 81 inspeções em bares e pubs, pizzarias e lancherias, 56 ocorrências de festas clandestinas e aglomerações em residências, 19 aglomerações em praças e 17 estabelecimentos comerciais em funcionamento.
Também foram registradas fiscalizações em postos de gasolina, bingos ilegais, boates, quadras de esporte, academias, entre outros.
BINGOS
No dia 26 de fevereiro, com hospitais já lotados e superlotados, a fiscalização fechou um bingo em Novo Hamburgo. O local, no bairro Rio Branco, tinha cerca de 100 frequentadores – muitos idosos. A revelação causou impacto pelo imenso risco de contaminação.
O Portal Martin Behrend registrou em uma reportagem: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Na noite deste sábado (6), uma leitora do Portal enviou um relato angustiante sobre os bingos.
Isso porque sua mãe segue frequentando estes locais. É um vício. E nem o risco de contrair o vírus afasta ela dos locais clandestinos.
Confira o relato:
“Olá Martin, tudo bem? Muito triste este momento que estamos vivendo. O mais grave é a falta de consciência das pessoas. Sofro com isso dentro da minha família.
Minha mãe é frequentadora assídua dos bingos clandestinos que têm em Novo Hamburgo. Não me pergunte onde ficam, porque não sei. O que sei é que são no Centro, próximos à rodoviária velha, próximos ao Colégio 25 de Julho, em casas, locais aparentemente discretos.
Isso é tema de muita briga entre eu e minha mãe. O que sei é que ela continua indo, pois sabemos que ela está gastando seu dinheiro e tem circulado pela madrugada. Uma senhora de 62 anos viciada a vida toda em bingo.
Toda vez que vejo que um bingo foi fechado, isso é motivo de alegria para mim. O que posso te dizer é que, sim, até a noite de ontem tinha bingo aberto. Sei disso porque minha mãe estava lá.
Eu tenho filhos pequenos para criar, mas se você puder ajudar de alguma forma para que estes lugares sejam banidos, tenha certeza que estará ajudando muitas famílias, principalmente neste momento.
Infelizmente, quem tem este vício não tem consciência de nada. Creio que a única forma de combater este mal é com a punição severa dos responsáveis por estes locais, que visam ao lucro sem se importar com o risco que estão oferecendo as pessoas neste momento.
Já não basta a preocupação pelo vício, agora ainda a preocupação de ela contrair o Covid nestes locais. Creio que não sou a única que passa por este sofrimento. Que Deus te abençoe!”

























