Fim da greve dos professores em Novo Hamburgo! Servidores pedem apoio para evitar perseguições

Após mais de um mês de atividades paralisadas, professores municipais de Novo Hamburgo e outros servidores decidiram, na tarde de hoje, encerrar a greve. As atividades serão retomadas na próxima segunda-feira. Contudo, os servidores se mantêm em estado de greve a fim de negociar itens de uma pauta de reivindicações que não foram atendidas pelo prefeito Luis Lauermann (PT). Caso as demandas não sejam negociadas ou contempladas nas próximas semanas, os servidores prometem entrar em greve novamente. Uma decisão um tanto tardia, mas acertada dos professores, até porque eles precisam de mais reconhecimento e melhores condições de trabalho em função das responsabilidades e do papel que representam na construção de um futuro melhor para o país.

A partir de agora, a preocupação dos servidores e, em especial, dos professores, tem como foco dois assuntos: o período para a recuperação das aulas perdidas e atos de perseguição

e assédio

que possam ocorrer em função de represálias

pós-manifestações. Já na quarta-feira, na Câmara de Vereadores, ocorreu uma reunião entre servidores e membros das comissões de Educação e de Direitos Humanos e da Frente Parlamentar de Acompanhamento da Greve e do Pós-Greve dos Funcionários Municipais, criada a partir de um requerimento assinado por vários vereadores. Participaram do encontro, entre outros funcionários públicos, os presidentes do SindProfNH, Andreza Formento, e do Grêmio Sindicato, Wandelci Dornelles. Eles pediram aos vereadores apoio para as suas demandas e direitos, pois as reivindicações que os levaram à greve ainda não foram atendidas. Também há o medo de perseguições e assédio no retorno ao trabalho.

Além do presidente Vilmar Heming (PR), estavam presentes Antonio Lucas (PDT), Inspetor Luz (PMDB), Jorge Tatsch (PPS), Enio Brizola (PT), Professor Issur Koch (PP) e Patrícia Beck (PTB). Os servidores relataram problemas que enfrentam nos locais de trabalho e, ainda, destacaram que têm medo de descontos, perda de benefícios e transferências como forma de retaliação devido à greve. Os parlamentares disseram que tentarão marcar uma reunião entre Executivo e sindicalistas.

O requerimento para a criação da Frente Parlamentar de Acompanhamento da Greve e do Pós-Greve dos Funcionários Municipais foi assinada por Antonio Lucas (PDT), Cristiano Coller (PDT), Enfermeiro Vilmar (PR), Enio Brizola (PT), Fufa Azevedo (PT), Jorge Tatsch (PPS), Naasom Luciano (PT) e Roger Corrêa (PCdoB).

Sair da versão mobile