Feriado traumático na Vila Nova: bandidos fazem família refém e levam o que podem de residência

O feriado antecipado da emancipação de Novo Hamburgo estava tranquilo no bairro Vila Nova. Quase não circulavam carros a caminho da Universidade Feevale. O canto dos pássaros reverberava. O começo da tarde da segunda-feira

estava sossegado. Em uma das tantas residências do bairro, um jovem vai para o portão à espera de sua namorada. Ele queria receber o seu amor já na porta de casa. A poesia desta reportagem acaba por aqui. Agora, começa a vida real em Novo Hamburgo.

Enquanto o jovem espera a namorada, que havia informado sua chegada por telefone, uma dupla até então insuspeita se aproximou pela calçada. Sem chance de reação, renderam o rapaz, colocaram a arma nas costas e levaram para dentro de casa. Em seguida, trancaram ele e sua mãe num quarto. Na sequência, chegou a namorada, que também foi rendida. Todos tiveram braços e pernas amarrados e as bocas foram tampadas com fita.

Do lado de fora da residência, um carro se posicionava na garagem.

Em cerca de 20 minutos, fizeram a limpa na residência. Aparelhos de TV, notebooks (contendo trabalhos e materiais raros), joias, roupas, entre outros itens, foram levados. Prejuízo de dezenas de milhares de reais e um trauma para o resto da vida. Segundo as vítimas, foram três ou quatro homens que participaram da ação.

Quando o carro partiu da garagem e o movimento na sala cessou, o jovem conseguiu acessar um cortador de unhas e cortaram as amarrações. Trancados no quarto, tiveram de apelar para gritos e pedidos de socorro – só que tinha pouca gente pela rua. Após alguns minutos de insistência, um motorista parou para entender o que era a gritaria. Ele foi informado da situação e ligou para o pai do jovem explicando a situação, que chegou em seguida para libertar a família presa dentro da própria residência.

Após esse lamentável episódio, a família acionou a Brigada Militar e foi registrar ocorrência. O grupo ainda precisou ouvir piadinhas e comentários sobre o governo Sartori e a falta de investimentos na segurança pública. No final, receberam dos policiais o protocolar recado “se acharmos alguma coisa, telefonamos”.

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