A Fenac vai colocar à venda cinco hectares de seu patrimônio. A Assembleia Geral – que é soberana no caso de instituições como a Fenac – autorizou a venda de cinco hectares do patrimônio. A área em questão, atualmente, está ocupada pelo Green Park Hotel Fenac e por onze quadra de tênis – além de muito mato. Tem frente para a Avenida Verador Adão Rodrigues de Oliveira e ruas Araxá e Marquês do Alegrete. Segundo avaliações preliminares, o terreno tem valor aproximado de R$ 18 milhões. Contudo, a Fenac poderá receber ainda mais, já que mais de uma proposta poderá ser oferecida e o valor mais elevado será levado em conta. O edital para venda está sendo preparado pelo Departamento Jurídico da Fenac.
O valor com a venda deste patrimônio será investido integralmente no projeto Fenac do Futuro. Após algumas indefinições sobre a melhor forma de parceria para investir e modernizar o seu parque de eventos, a atual administração decidiu por este caminho. Se a venda dos cinco hectares for realizada com sucesso, as obras para construção dos novos e modernos pavilhões terão início no segundo semestre deste ano. Num primeiro momento, está previsto erguer 12 mil metros quadrados de novas estruturas, começando pelos pavilhões posicionados mais ao fundo.
Segundo dirigentes da Fenac, a venda da área se sustenta pelo fato de não ter qualquer relação com as atividades atuais: promoção de feiras. Num primeiro modelo, se imaginou num investimento em parceria ou até numa Parceria Público Privada (PPP). Contudo, questões envolvendo o futuro da política no município teriam inibido investidores. Desta maneira, a Fenac irá se capitalizar para tirar do papel o projeto de modernização do seu parque de exposições.
A projeção é que as obras ocorram sem interferir no calendário de eventos de 2016, tendo em vista que os novos pavilhões serão erguidos por fora, envelopando as atuais estruturas. Após a conclusão da estrutura de sustentação, se usaria o período de um mês sem feiras para derrubada das antigas estruturas e conclusão dos novos equipamentos. Com isso, o cronograma de eventos seria mantido. Em relaçao ao Ginásio Alberto Mosmann – Ginásio da Fenac – ele pertence ao município e, num primeiro momento, permaneceria no local.
Além da Assembleia Geral, entidades que formam o Conselho de Administração da Fenac estão acompanhando todo processo. É o caso da Abrameq, Assintecal, ACI-NH/CB/EV, Abicalçados, SindGastrHô, IBTeC, CICB, CDL-NH, Ablac, Abqtic, entre outras. A venda de patrimônio da Fenac, segundo parecer jurídico, não precisa passar pela Câmara de Vereadores. A Assembleia Geral é soberana nestes casos – conforme avaliação de advogados.
