Uma família de Novo Hamburgo procurou o Portal Martin Behrend para relatar um episódio desagradável.
Moradores da Rua Juiz de Fora, no bairro Ideal, os hamburguenses acreditam que tenham sido vítimas de um golpe envolvendo problemas na calçada.
Eles decidiram compartilhar a experiência negativa para que a comunidade fique atenta.
Numa manhã da semana passada, o proprietário da residência, um idoso de 75 anos, foi chamado até o portão por alguns homens – seriam quatro, no total. Eles relataram estar trabalhando numa rua próxima.
Como o serviço foi finalizado e eles iriam embora, estavam sugerindo realizar um trabalho de recuperação da calçada para poder utilizar os materiais até o fim e não precisar carregar adiante.
Como a calçada estava com alguns rejuntes desgastados e tinha grama baixa em determinados pontos, o idoso aceitou o preço oferecido para a execução do trabalho: R$ 280,00.
O serviço teve início e, após abrirem um buraco na calçada, os homens chamaram o idoso – tinham mais moradores na casa. Eles relataram que encontraram um vazamento – o buraco, agora, estava com água. A família, que reside há anos na Rua Juiz de Fora, nunca tinha percebido qualquer sinal de vazamento no passeio público.
Além de alertarem sobre o vazamento, os homens falaram que havia risco de o muro cair, ter mais danos em razão das infiltrações e também havia a necessidade da retirada de uma raiz de árvore, que poderia estar atingindo os canos. Foi um discurso de pânico. Para realizar o conserto do vazamento, o valor saltou para R$ 1,2 mil – iriam usar um cimento reforçado.
A situação foi ficando mais tensa, com algumas discussões e impasses. “Eles ficaram irredutíveis. Falamos em ligar para a Brigada Militar, e eles falaram que iriam fazer o mesmo, já que não iriam ser pagos pelo serviço combinado”, relata uma integrante da família.
Diante da pressão dos homens, o idoso decidiu pagar R$ 1 mil pelo serviço – ele queria pagar apenas R$ 800,00, pois não gostou do resultado apresentado. Com a insistência e temeroso de um desfechou ainda pior, ele pegou seu carro e foi até o banco buscar o dinheiro, já que não tinha os valores em casa.
BRIGADA MILITAR
Os homens ficaram por cerca de duas horas no local. O suposto serviço foi realizado de forma quase simbólica. “Não sei se colocaram cimento ou areia. Basta passar o pé pra ver que esfarela”, comenta uma familiar.
Os familiares pediram um número de telefone para contatar caso aparecessem problemas na calçada. Mais tarde, a família salvou o número no WhatsApp – e viram que se tratava de uma mulher.
No dia seguinte, a Brigada Militar esteve na residência após chamado da família. Foi registrado um Boletim de Ocorrência. “É fundamental que as famílias conversem sobre essas situações, principalmente com os idosos, que podem ficar mais desatentos ou se assustarem com determinadas abordagens”, finaliza a hamburguense.
GOLPES
O Portal Martin Behrend vem registrando diversos golpes que são aplicados na região.
Dois deles se destacam pela similaridade com essa situação das calçadas.
GOLPE DAS PODAS – A matéria está no link: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
GOLPE DAS TELHAS – A matéria está no link: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
