A comunidade de Novo Hamburgo perdeu uma referência neste
domingo. Faleceu, aos 79 anos, João Carlos Alves, o Junka ou Junqueira. O velório
está sendo realizado na sala A da Funerária Krause. A cerimônia de cremação
está marcada para as 18 horas deste domingo.
Alguns conhecem como o Junka da tabacaria. Onde tem aquela
revista? Onde consigo aquele jornal? Quem recebe aquele tabaco? Onde coloco um
livro pra vender? Quem já recebeu o álbum de figurinhas da Copa? Ouvia muito, nem
falava tanto, atendia a todos com cordialidade e carinho. As informações da cidade
circulavam pela Tabacaria Junka, que segue de portas abertas na Galeria Central, mas não terá
mais aquele senhor sentado num banquinho lá no fundo conferindo o recebimento
das mercadorias.
Tem aqueles que lembram do Junka do Esporte Clube Novo Hamburgo.
Foi dirigente, colaborador, torcedor. Grande incentivador do Noia em todos os
momentos – inclusive, quando o clube estava no fundo do buraco. Parceiro de
ações promocionais, por anos esteve ligado ao Departamento Amador do anilado. Nunca buscou holofotes, era um homem atuante de bastidores.
Outros conheceram o Junka como o pai do Juliano Alves,
rápido e habilidoso meio-campista. Juliano defendeu o Noia e foi para o futebol
europeu. Aconselhado pelo pai, que sofria quando o filho recebia críticas da
exigente torcida do Noia, Juliano construiu uma carreira de destaque. Hoje é conceituado
educador físico em Novo Hamburgo.
Tem ainda a turma do futebol máster do Noia ou do antigo
time Os Cobras, do qual ele fazia parte. Baixinho e veloz, era destaque no
futebol de salão.
E ainda tinha o Junka pai, avô, amigo, conselheiro… Nos últimos tempos, ele vinha enfrentando algumas dificuldades de saúde. Agora, poderá descansar.
Cada um terá uma história, uma lembrança do Junka. Sem
dúvidas, uma figura que fará falta na comunidade, mas que deixa uma valiosa
contribuição.
