Uma das mentes mais brilhantes do calçado brasileiro nos deixou.
Neste sábado (30), faleceu Carlos Gilberto Simon, 78 anos. Para os amigos e familiares, era o Beto Simon.
Ele havia sofrido um AVC na semana passada, foi hospitalizado, e acabou não se recuperando.
O velório será realizado, hoje, na Capela 2 do Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, das 8 às 14 horas.
Ele era casado com Mariza Winter Simon e pai de Anderson, Christopher e Camille, além de ser avô.
TALENTO
Natural de São Leopoldo, Beto Simon escreveu sua história no setor calçadista por coleções memoráveis da marca Czarina.
Seu primeiro emprego foi na empresa Amadeo Rossi. Sua trajetória no setor começou em 1967 na empresa Czarina, da qual foi sócio e estilista.
Em 2019, o Museu Nacional do Calçado, na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, realizou uma exposição para reverenciar três dos principais designers de calçados de Novo Hamburgo e região. Foram celebrados na exposição “Legados e memórias: Museu Nacional do Calçado”: Ruy Chaves, José Maria Carrasco Menna e Carlos Gilberto Simon.
Abaixo está um dos tantos modelos idealizados por Beto Simon e que fizeram sucesso na história calçadista do Brasil.

Por falar em Museu do Calçado, Simon foi um grande incentivador do espaço. Ele foi a primeira pessoa a doar peças para o acervo da instituição. Seus modelos inesquecíveis e que fizeram sucesso nos pés de milhares de mulheres podem ser apreciados no museu.
Em 2017, havia sido realizado outra exposição no Museu Nacional do Calçado: “Lauro Senger e Gilberto Simon: os guardiões da memória calçadista”.
NOTA DO EDITOR: Cresci chamando de tio Beto. Era amigo da família. Um ser humano incrível. Um grande admirador e incentivador do meu trabalho como jornalista. Há alguns anos, estive no seu apartamento, no Centro de Novo Hamburgo, produzindo uma reportagem sobre sua nova paixão: pintar, recortar, reaproveitar. Beto se tornou um artista de mão cheia, com obras incríveis. Aliás, ele era um artista criando calçados. Então, seguiu como artista com quadros, esculturas, mandalas…
No final desta postagem está uma reportagem que realizei com ele e foi publicada na edição de dezembro de 2008 da revista Expansão. O título: “Caprichos do instinto”.
A mandala que está abaixo é obra do Beto. Está na sala do meu apartamento. Eternizando nas nossas vidas o talento de Carlos Gilberto Simon, ou, simplesmente, tio Beto.



























