Eram 19h15 deste domingo, 18 de outubro, quando luzes começaram a rasgar o céu de Novo Hamburgo.
Afinal, o que era aquela tripa de luzes que passava em alta velocidade e com relativa nitidez?
Nas ruas, pátios de residências e sacadas de apartamentos muita gente sacou o celular do bolso para tentar captar algum detalhe do “fenômeno”.
Essas luzes que cruzaram pelo Vale do Sinos integram a rede de satélites Starlink construída pela SpaceZ, do bilionário da tecnologia Elon Musk, 49 anos, nascido na África do Sul.
A SpaceX começou a lançar seus microssatélites em 2018 e o objetivo é ter uma constelação de pelo menos 12 mil aparelhos circulando a Terra.
Musk quer usar os equipamentos para fornecer um serviço de acesso à internet via satélite, que possa atender inclusive pontos remotos do planeta.
O custo do projeto é estimado em 10 bilhões de dólares.
Contudo, nem todo esse investimento é bem visto. Especialistas já consideram a rede de satélites de Musk “uma ameaça à observação astronômica”.
Há uma preocupação com os sinais emitidos pelos satélites, que podem acabar interferindo com os sensores que fazem a observação de galáxias e planetas mais distantes.
