“A
arte é uma ponte para um lugar melhor.” Foi com essa frase que a
artista plástica Lory Carmen Metzger Birck marcou a cerimônia de
abertura da terceira etapa da exposição Movimentos Casa Velha – 40 anos. Ela, ao lado da também
artista Ariadne Decker, participam da mostra que vai até janeiro de
2018, no Espaço Cultural Albano Hartz. Além disso, o evento também
lançou a nova exposição Capturas de Encontros – Arte,
Educação e Cultura, no Memorial Carlos Alberto de Oliveira –
Carlão, localizado no Espaço Cultural.
Junto
com a presença da comunidade, Ariadne destacou que o Movimento Casa
Velha, que aconteceu nos anos 70, tem presença até em sua vida até
hoje. “Casa Velha fez a cabeça de muita gente. E eu ganhei muitos
amigos la dentro. Hoje esse momento é importante para que o
movimento e os trabalhos fiquem registrados na história, para que os
próximos consigam dar continuidade e não começar do zero
novamente”, declarou.
Lory também falou sobre o Movimento e a
arte. “É muito gratificante esse momento e a arte tem disso, de
afunilar o processo criativo e deixar mostrar para os outros um pouco
do que nós somos, as nossas coisas”, comentou. Para o secretário
da Cultura, Ralfe Cardoso, esta etapa da mostra é um grande
encerramento. “Casa Velha é uma inspiração o tempo todo, pela
sua originalidade e ideias que refletem até hoje. A cidade tem se
movimentado e reencontrado a arte e a sua energia”, explicou.
A
exposição Movimentos Casa Velha – 40 anos segue aberta a
visitação do público até janeiro do ano que vem. O Espaço
Cultural Albano Hartz (Calçadão
Osvaldo Cruz, 112 – Centro) fica aberto de segunda a
sexta, das 9 horas às 17h30. E nos sábados das 9 às 13 horas, com
entrada gratuita. Ariadne e Lory
foram alunas do Movimento Casa Velha no início dos anos 70 e ambas
seguiram o caminho das artes plásticas, com
várias exposições e prêmios artísticos em suas trajetórias.
CONVIVÊNCIA DA PINTURA NAS ESCOLAS
A
mostra Capturas de Encontros – Arte, Educação e Cultura apresenta
ao público obras feitas por Carlos Alberto de Oliveira, o Carlão,
durante um dos seus projetos que tinha como objetivo visitar as
escolas do município. Nestes encontros, o artista retratava o que
encontrava na rede de ensino e realiza um bate-papo com os alunos. “A
ideia é fechar o ano mostrando para a comunidade a estreita conversa
que o Carlão fazia entre arte e educação. São cenas em que ele
estava presente, dentro da convivência dele nas escolas, na Fenac e
em Feiras do Livro”, conta a diretora da Escola Municipal de Arte,
Celi Reinhardt.
