Caindo aos pedaços e invadida por muita água a cada novo episódio de chuva. Essa é a situação da parte mais antiga da Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Rodrigues Alves, no bairro São José – localizada a 300 metros do Viaduto Eduardo Colissi, na ERS-239. Em diversos ambientes, o teto e o forro de madeira estão podres e ameaçam cair. Rachaduras são verificadas em alguns pontos das paredes, com destaque negativo para o banheiro masculino, onde vários azulejos já se desgrudaram do concreto.
Mas é quando chove que os maiores absurdos são registrados: o laboratório de informática se transforma em cachoeira, com água infiltrando pelo telhado, correndo pelas paredes, encharcando as cortinas e acumulando no chão. Tudo isso cruzando por fiação elétrica. A distribuição das mesas e computadores precisou ser alterada na sala:
não para um melhor aproveitamento, mas para proteger os equipamentos. Já na cozinha dos professores, o acumulado de água pode chegar a 10 centímetros. Os servidores precisam encharcar seus calçados para acessar refrigerador e outros ambientes. É uma vergonha. E o medo de acidentes acompanha os mais de 300 alunos, professores e servidores que circulam pelos ambientes
Acessei a Escola Rodrigues Alves após receber a sugestão de pauta de um leitor do blog. Sua filha estuda no local e ele já havia narrado as situações descritas acima. Ele preferiu se manter no anonimato para evitar represálias, até porque, segundo ele, a filha do ex-prefeito e vereador Antonio Lucas (PDT) é aluna do educandário. Na semana passada, fui conferir alguns dos ambientes para alertar as autoridades da situação vergonhosa e preocupante. A escola tem duas estruturas com salas: a parte antiga, onde estão os maiores absurdos, e tem o prédio novo, inaugurado na gestão do ex-prefeito José Airton dos Santos.
Segundo relatos do pai, a situação da Escola Rodrigues Alves não é nova. Se arrasta por mais de dez anos, embora nos últimos anos o nível de deterioração tenha se acentuado rapidamente e os riscos parecem aumentar a cada novo episódio. Buscando uma solução para melhorar a estrutura do colégio, a comunidade escolar se mobilizou no Orçamento Participativo (OP) e, em 2011, aprovou recursos de R$ 159 mil para reforma e ampliação da escola. O valor ingressou no orçamento de 2012. Doce ilusão. Surgiu um projeto, mas ficou nisso. Foram todos enganados. O “democrático” OP fez centenas de novas vítimas. A escola segue esperando e sonhando por dias melhores. Antes que caia de vez.
Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Novo Hamburgo. Coloquei o blog à disposição para explicações do Executivo à comunidade. Enviei e-mail para seis integrantes da equipe de comunicação da Prefeitura. A seguir, os esclarecimentos enviados aos hamburguenses:
Entrei em contato com o gabinete do vereador Antonio Lucas (PDT). Tentei contato por telefone e enviei dois e-mails. Coloquei o blog à disposição para esclarecimentos do parlamentar, afinal, ele chegou a ser prefeito por três meses, é morador da região e integra o atual governo. A seguir, os esclarecimentos enviados aos hamburguenses.
EXCLUSIVO
Confira a seguir dois vídeos produzidos na Escola Rodrigues Alves. Imagens falam por si:
