Equipes da Polícia Federal realizam operação em Novo Hamburgo

Equipes da Polícia Federal estão realizando operação em Novo Hamburgo, na manhã desta terça-feira (21). A Receita Federal também participa da Operação Egypto.

Veículos da PF estão estacionados nas proximidades da esquina das ruas Silveira Martins e Santa Catarina, no Centro de Novo Hamburgo.

Também na rua Agudo, no bairro Vila Nova, duas caminhonetes estão em frente a uma residência, que vinha recebendo segurança especial nas últimas semanas. Na Silveira Martins, já ingressaram numa sala comercial.

Também há registros de equipes da Receita Federal e da Polícia Federal estarem atuando na rua São Francisco de Paula, no bairro Boa Vista, e na rua Heller, no Centro. Estariam fazendo apreensões em apartamentos.

Num condomínio em Estância Velha, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

A operação foi batizada de Egypto. São 25 mandados de busca e apreensão, e 10 de prisão preventiva. Segundo divulgado no Twitter da Polícia Federal, são cerca de 130 policiais federais, 20 servidores da Receita Federal do Brasil e seis policiais civis envolvidos na operação.

A operação envolve lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo uma empresa com sede em Novo Hamburgo. Teria relação com aplicações financeiras e criptomoedas, consideradas irregulares. A questão da pirâmide financeira está envolvida nesta investigação. Segundo informações da Rádio Gaúcha, se trata da empresa InDeal.

O inquérito foi instaurado em janeiro de 2019 para apurar a atuação da empresa, que estaria captando recursos de terceiros, sem a autorização dos órgãos competentes, para investimento no mercado de criptomoedas. Conforme levantamentos da Receita Federal, uma das contas da empresa teria recebido créditos de mais de R$ 700 milhões, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019.

Ainda foram expedidas ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas, envolvendo imóveis e a apreensão de veículos de alto valor financeiro.

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação.

Também ocorrem mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Campo Bom, Estância Velha, Esteio, Laguna (SC), Florianópolis (SC) e São Paulo.

A reportagem está sendo atualizada, com informações repassadas pelos ouvintes da Rádio União e da Polícia Federal.

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