A 40ª Fimec se encerrou, ontem, com dois sentimentos: a feira foi positiva e animadora, mas o cenário econômico e competitivo do Brasil está complicado. Essa avaliação foi praticamente unânime entre lideranças de entidades que se manifestaram na coletiva de imprensa para avaliar o evento realizado de 15 a 17 de março. Participaram do bate-papo com jornalistas representantes da Assintecal, ACI-NH/CB/EV, ABQTIC, CICB, Abrameq, AICSul, IBTeC, Sicoob Ecocredi e Fenac.
Em relação à feira, a direção do evento anunciou
que mais de 30 mil pessoas circularam pelos pavilhões da Fenac durante os três dias de promoção.
Questionados sobre a feira e o momento econômico, duas lideranças empresarias utilizaram o mesmo discurso: a Fimec foi boa, mas preocupa o que está
do lado de fora dos pavilhões. “Tivemos um perfil interessante de visitante. Até pode ter caído o número de relacionamentos com clientes, mas a presença internacional é um estímulo e surgem oportunidades. Agora, a desindustrialização do país é uma realidade. O PIB da indústria brasileira segue caindo”, lamentou Marlos Schmidt, da Abrameq. José Fernando Bello, do CICB, destacou que a questão do dólar, mesmo sendo um paliativo, colabora para o fechamento de negócios. “A feira foi positiva. Não é momento de euforia, mas da avaliação do que ocorreu na Fimec. Agora, pensando o que acontece com nossa economia, temos questões tributárias e de infraestrutura, por exemplo, que pioram a vida das empresas a cada ano”, sublinhou.
2017 com datas e patrocínios encaminhados
Por mais um ano, Transduarte, especializada em transporte e logística de componentes, máquinas, equipamentos e matérias-primas químicas para o setor calçadista, e Sicoob Ecocredi, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, renovamram seu patrocínio na Fimec. Durante o evento, as duas empresas assinaram o contrato, renovando o patrocínio.
A 41ª edição da Fimec deve acontecer entre os dias 14 e 16 de março de 2017 nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, das 10 às 19 horas.
