Novo Hamburgo acordou, mais uma vez, assustada pela insegurança pública no município. A próxima vítima da vida selvagem em que nos encontramos foi o empresário José Maciel Vargas, um dos proprietários da Panitz Extintores, localizada às margens da BR-116, no bairro Primavera. Ele chegou ao trabalho por volta das 7h45, estacionou sua caminhonete Amarok branca do outro lado da rua – em frente à empresa –, desembarcou e, quando se preparava
para atravessar
a rua lateral da rodovia, um motoqueiro se aproximou e disparou alguns tiros. O criminoso fugiu sem levar qualquer objeto, dinheiro ou o veículo.
Cheguei ao local da ocorrência junto com uma das filhas – a vítima
tinha dois herdeiros. Ao se aproximar do corpo do pai, deitado no chão e coberto por uma lona preta, ela desabou em lágrimas juntamente com outros familiares. Segundo um funcionário da empresa, foi possível identificar que o
motoqueiro estava esperando na quadra acima da Panitz e, quando o empresário chegou, ele se aproximou de Maciel e disparou para matar.
Eu não conhecia o empresário, não sei da sua conduta nem do seu histórico. Também não tenho conhecimento se tinha inimigos, desavenças ou brigas. Não posso entrar no mérito do que motivou o homicídio, pois a Polícia Civil ainda vai investigar.
O que sei é que vivemos numa selva tomada por animais
ávidos por assassinar. Qualquer um pode ser a próxima vítima dos criminosos. Na sexta-feira, quem perdeu a vida vítima da violência no município foi o técnico em Química Alesander Luís da Silva, 34 anos. Já no domingo, mãe e filho foram atingidos por tiro numa perseguição pela cidade. Eles sobreviveram, mas a criança poderá ficar paraplégica. Quem será a próxima vítima deste mundo irracional e selvagem?
Faço comentário sobre a violência que só cresce e assusta em Novo Hamburgo.
