Em 1976, telefonema anunciou uma bomba na Fundação Evangélica

VALE RESSALTAR: no episódio desta semana, NÃO HÁ QUALQUER CITAÇÃO OU RELAÇÃO COM A IENH

Matéria veiculada na edição de 23 de agosto de 1976 do Jornal NH

Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, um suposto ataque a uma escola de Novo Hamburgo fez com que a Prefeitura adotasse algumas medidas preventivas.

Uma delas foi a suspensão das aulas nas escolas municipais, conforme noticiado pelo Portal Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/suposto-ataque-em-novo-hamburgo-prefeitura-cancela-aulas-nas-escolas-municipais-nas-escolas-estaduais-escolas-abertas .

 

Em razão do suposto ataque – não está comprovado se haveria ou se realmente existia algum risco -, um leitor do Portal Martin Behrend fez contato com a redação. Ele relembrou um episódio semelhante que ocorreu no município.

Era 19 agosto de 1976 – há 49 anos. Uma ligação anônima anunciava que uma bomba explodiria na Fundação Evangélica – unidade da IENH. O medo se instalou.

VALE RESSALTAR: no episódio desta semana, NÃO HÁ QUALQUER CITAÇÃO OU RELAÇÃO COM A IENH. O Portal Martin Behrend está apenas resgatando um episódio de quase 50 anos atrás envolvendo anonimato, sem qualquer vinculação com a suposta ameaça atual envolvendo a cidade de Novo Hamburgo.

JORNAL NH

O Portal Martin Behrend teve acesso à edição de 23 de agosto de 1976 do Jornal NH. Uma matéria de abertura de página destacava: “A ameaça por telefone: uma bomba na Fundação”.

Confira a seguir a reportagem do Jornal NH:

“Um telefonema anônimo recebido pela professora Margot Momberger, quinta-feira à noite – 21h15min – na Fundação Evangélica, provocou um princípio de pânico no colégio. É que o anônimo anunciava que havia uma bomba no colégio e que ela estouraria às 8h da manhã de sexta. A partir dali não houve mais nenhum momento de tranquilidade na escola. Durante toda a madrugada de quinta para sexta-feira, a Polícia Civil, a Brigada Militar, professores e diretores do educandário revistaram o colégio, palmo a palmo, atrás da bomba que, constatou-se, não existia.

Sexta pela manhã, quando os alunos tentavam chegar à escola, pela Rua Frederico Mentz, ficavam surpresos com a presença de brigadianos, que não permitiam o acesso à escola. Todos os alunos tiveram que voltar – cerca de 700 estudantes. As internas do colégio, da mesma forma, foram retiradas e levadas para um passeio em Dois Irmãos. A direção da escola, mesmo depois que foi constatada a inexistência da bomba, decidiu interditar o prédio, até hoje pela manhã.

O PÂNICO

Às 21h15min de quinta, uma pessoa – um homem – telefonou para a Fundação Evangélica e, quando a professora Margot atendeu, disse simplesmente que havia uma bomba na escola e que ela explodiria às 8h da manhã do dia seguinte. A partir daí, houve um certo pânico, mas a direção da escola logo recorreu às autoridades policiais. Uma minuciosa revista no prédio não resultou em nada, mas, ainda como medida de segurança, não foi permitida a entrada de nenhum aluno para as aulas de sexta-feira. Sábado também não houve aula, e somente hoje pela manhã elas recomeçarão normalmente.

Na sexta-feira, o acesso era proibido até para a imprensa, pois os policiais que interditavam as entradas do colégio não deixavam ninguém passar, além de moradores das proximidades.

NOTA OFICIAL

Sem a presença do diretor da escola, professor Ernest Sarlet, os demais diretores reuniram-se – Sarlet estava viajando, em férias – e divulgaram uma nota oficial, falando sobre o “lamentável atentado a bomba anunciado por pessoa inescrupulosa, através de telefone anônimo”.

“A Instituição Evangélica de Novo Hamburgo, representada na pessoa do seu presidente, sr. Ivo Arlindo Kochenburger, e a direção da Fundação Evangélica, representada pelos vice-diretores em exercício, professor Alcino Ferreira de Mello – vice-diretor do segundo grau – e professor Hilgert Rutzen – vice-diretor do primeiro grau – cumprem a obrigação de esclarece a opinião pública que o estabelecimento suspendeu as aulas no dia de hoje – sexta-feira – face a um lamentável atentado a bomba, anunciado por pessoa inescrupulosa, através de telefonema anônimo. Constatada a inveracidade do fato, esclarecem outrossim, que os setores administrativos estão funcionando normalmente e que as atividades escolares reiniciarão na próxima segunda-feira, dia 23 (hoje)”.

PREFEITO

Logo que soube do problema, o prefeito Miguel Schmitz esteve na Fundação – eram 8h40min – para reunir-se com os diretores da escola e levar seu apoio. Muitos pais de alunos, não sabendo da medida de que as aulas tinham sido suspensas, procuraram a escola, mas foram imediatamente tranquilizados.

Três viaturas da Brigada Militar e cerca de dez homens estavam espalhados por toda a área do colégio, para manter a segurança, na sexta-feira.”

 

VALE RESSALTAR: no episódio desta semana, NÃO HÁ QUALQUER CITAÇÃO OU RELAÇÃO COM A IENH. O Portal Martin Behrend está apenas resgatando um episódio de quase 50 anos atrás envolvendo anonimato, sem qualquer vinculação com a suposta ameaça atual envolvendo a cidade de Novo Hamburgo.

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