O dia 14 de julho de 2016 entrou para a história de Novo
Hamburgo.
Na quinta-feira, a chuva de granizo que atingiu boa parte da cidade –
em alguns bairros, o fenômeno não foi registrado – alterou completamente a
paisagem, com ruas, jardins e carros cobertos por pedras de gelo.
Além do
aspecto visual, o granizo trouxe prejuízos a muitos hamburguenses, que tiveram
telhados danificados e carros amassados.
Mas o fenômeno registrado em 2016 não é único na história de
Novo Hamburgo.
Em outras duas datas, pelo menos, a ocorrência do granizo trouxe
muitos prejuízos aos moradores da região. O primeiro foi em 1898.
E, o
segundo, em 15 de maio de 1948. Em relação a essa data, o jornal O 5 de Abril –
O primeiro jornal do município de Novo Hamburgo – trouxe registro na edição de
21 de maio de 1948. O relato impressiona e o título da reportagem foi: “Caiu
violenta chuva de granizos sobre a cidade”.
“Sabado ultimo, nossa cidade e arredores foi atingida
violentamente por uma terrível chuva de granizos que teve a duração de cerca de
10 minutos. Tão violenta foi a queda de blocos de granizos – alguns pesando
mais de quilo – que não houve casa na cidade que não tivesse os vidros se suas
janelas e seu telhado enormemente danificados.
Para ter-se uma ideia dos estragos causados, citaremos que,
domingo pela manhã, as olarias e construtores locais repartiram para mais de
60.000 telhas só para particulares. Fábricas houve que careceram mais de 6.000
telhas. Vidros para janelas não eram mais encontrados segunda-feira, á tarde,
na praça.
Antigos moradores desta cidade, são unanimes em afirmar que
caso identico só há 50 anos atrás, isto é, a 11 de junho de 1898, quando também
não ficaram telhas e vidros inteiros nas casas. Entretanto, segundo informações
colhidas entre moradores dos vizinhos distritos de Estancia Velha e Portão, o
vendaval e os granizos aí foram mais fortes ainda – chegaram a cair blocos de
1.600 grs. – derrubando casas e matando animais vacuns e suínos. Felizmente, até o presente momento, não se soube de nenhum
caso fatal. Os prejuízos da cidade montam a mais de 1 milhão de cruzeiros.”

























