Elas são pacientes da Liga. Estão se tratando do câncer. E aproveitam a vida fazendo arte!

Câncer. Para uns, contagem regressiva para um adeus. Para
outros, estímulo para aproveitar a vida e tudo de positivo que ela também pode
oferecer.
A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo ignora a parte inicial
da contagem regressiva – mesmo ciente da força da doença. A entidade, em seus
mais de 30 anos de atividade, estende as mãos para a vida. É nesse contexto que
foram criadas diferentes oficinas e atividades para os pacientes que estão em
tratamento. “É uma terapia para elas. Faz parte da socialização e da
valorização de estarem podendo aproveitar a vida”, destaca a ex-presidente e
atual administradora da entidade, Teonísia Reichert. Atualmente, a Liga tem mais
de 400 pacientes de baixa renda – homens e mulheres com câncer – que recebem
atendimento e suporte gratuitos.

A Liga oferece cinco atividades com turmas ao longo
da semana: Artes na sua Diversidade; Informática; Caricatura (Alfabetização e
Motricidade); Informática; e Prevenção aos Efeitos da Quimioterapia
. A reportagem
do Portal Martin Behrend visitou a turma de Artes na Sua Diversidade. Faz parte
da oficina Marisa Moreira dos Santos, que perdeu a mama – colocou uma prótese – e
participa grupo há cinco anos. “Aqui o tempo passa rápido. Aprendemos coisas
novas, trocamos informações, repassamos nossas experiências para novas
pacientes”, destaca Marisa, que traz sua neta Liriel para ajudar nos trabalhos.

Juraci Dietz é nova no grupo. Mesmo lutando contra um câncer
de mama, ela se sente acolhida pelas colegas de oficina. “Estou chegando. Quero
mostrar o que sei fazer e aprender novas técnicas”, revela. A produção das
pacientes é variada e envolve temáticas: no momento, ganham espaço os produtos
natalinos, assim como na Páscoa foram produzidos ovos, coelhos e cenouras em
diferentes formatos e materiais. “O recurso com a venda dos produtos volta para
elas. É um estímulo fantástico, pois elas percebem que estão em condições de
criar e ainda conseguir um recurso”, destaca Teonísia. “Esse astral ajuda na
recuperação”, completa.

A imensa maioria dos materiais utilizado na oficina de Artes
na Sua Diversidade é fruto de doações e reaproveitamento de itens e peças
usadas.
A orientadora do grupo, Luisa Kleemann, usa seu conhecimento como
artesã para buscar soluções criativas. “É uma alegria participar
desse processo. Elas chegam entusiasmadas e há uma vontade de sempre melhorar o
que estamos fazendo”, destaca. “O legal é que dá para fazer mais de uma oficina,
que é o meu caso com a realização da Informática”, destaca Marisa.


E se fala sobre o câncer durante a produção do artesanato?
Sim! As integrantes aproveitam para trocar experiências, passar recomendações e
aprender sobre como lidar com a doença.
As lições colhidas por cada uma durante
o tratamento servem de conforto para quem está indo para uma cirurgia ou
necessita de suporte especial. “As diversas atividades da Liga fazem parte de um
processo que envolve a comunidade, através de doações em diferentes promoções,
a captação de recursos via projetos sociais, o trabalho das voluntárias e
voluntários e o empenho de nossas colaboradoras. O esforço é para ajudar na
luta dos pacientes, que mostram nas oficinas que sabem valorizar a vida”,
finaliza Teonísia.

Um recado final: a Liga pretende criar uma oficina de
Leitura, Compreensão e Interpretação de Textos. Falta somente um professor
voluntário. Já tem paciente querendo participar e a biblioteca da entidade na
Rua Tupi, no bairro Ideal, está forrada de bons livros. Contatos pelo telefone (51)
3036.1590 ou pelo site www.ligafeminina.com.br
.

VEJA VÍDEO PRODUZIDO NA OFICINA DE ARTES E, A SEGUIR, FOTOS DO GRUPO E DE SEUS TRABALHOS

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