Mais uma vez, o alerta sobre as perdas no patrimônio histórico e arquitetônico de Novo Hamburgo foi dado. Novamente, o alarme soou. O recado foi escancarado, desta vez, no espaço da Tribuna Popular na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. Na sessão de ontem à noite, o tempo de dez minutos destinado pelo presidente do Legislativo a cidadãos hamburguenses foi utilizado por Alexandre Reis, do Coletivo Consciência Coletiva, e por Jorge Stocker Júnior, vice-presidente da DefenderRS – Defesa Civil do Patrimônio Histórico.
Em sua manifestação, Reis alertou que, de 2010 até agora, Novo Hamburgo perdeu 50 imóveis que constavam do inventário arquitetônico e cultural. Segundo ele, naquele ano, o Poder Executivo modificou a legislação que trata do tema. Reis frisou que a perda desse patrimônio é prejudicial, pois afeta a memória e a identidade da comunidade.
Por sua vez, Jorge Stocker Júnior afirmou que o grupo não tem conseguido se reunir com o prefeito – mais um setor da sociedade hamburguense que espera uma reunião com o chefe do Executivo – para falar sobre essa situação. Stocker mostrou no telão uma série de fotos de imóveis históricos em péssimo estado. “Estamos vivendo um momento de decadência na cultura de Novo Hamburgo”, resumiu. Ele citou problemas visíveis em prédios de Hamburgo Velho e do Parque Floresta Imperial como casos evidentes de descaso e omissão.
A expectativa é que essa sangria com o patrimônio de Novo Hamburgo possa ser estancada após o decreto de tombamento do sítio histórico de Hamburgo Velho e do acervo da Fundação Scheffel. Com o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff (PT), se espera uma reação das lideranças – tanto do Executivo como do Legislativo – para que a história do município receba mais consideração e prestígio dos representantes eleitos da comunidade.
