Crise na cultura

A cultura de Novo Hamburgo vive um momento de instabilidade e turbulência.

Desde o ano passado, a pasta da Secretaria Municipal da Cultura vem sofrendo uma barbaridade, seja pelo atraso e/ou diminuição

de verba, dificuldades na captação de recursos para

projetos e, até mesmo, problemas de gestão da pasta.

A Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo é um dos casos. No ano passado, o prefeito Luis Lauermann deu sua palavra ao grupo – inclusive divulgado na imprensa: a orquestra receberia em 2014 o mesmo valor de 2013. Ficou no discurso. Até agora, o grupo tem apenas 50% do valor assegurado para esta temporada e, mesmo assim, o repasse dos recursos atrasou. Incomodados com este aparente descaso, integrantes da orquestra soltaram o verbo nas redes sociais.

A Fundação Scheffel, uma instituição sagrada e única de Novo Hamburgo, e, pode ser dito, do Estado, também passou por situação constrangedora. O repasse deste ano atrasou por quatro meses e teve risco de corte de energia elétrica. Familiares de Ernesto Frederico Scheffel precisaram ser acalmados em razão do desprestígio da Prefeitura pela instituição. Teve gente que mencionou o encerramento das atividades. Agora

o repasse foi colocado em dia.

O Coro Municipal é outro que está passando por dificuldades. Com quase 30 anos de atividades, o trabalho conduzido com muita competência por Líris Neumann não foi renovado e o futuro do grupo é incerto.

Além destes episódios, ainda temos o fato do Natal do ano passado ter sido uma decadência na comparação com anos anteriores, a Feira do Livro de 2013 diminuiu de tamanho, o patrimônio arquitetônico é seguidamente vítima de omissão do poder público, entre outros problemas.

Lembrando que, pro Carnaval, sobrou dinheiro – foram cerca de R$ 300 mil – sendo que algumas escolas desfilaram com fantasias e integrantes de escolas de outros municípios, num visível desinteresse das pessoas pelo evento.

Deve ser por todos esses problemas que o secretário da Cultura, Carlos Mosmann, é visto

frequentemente fumando na Praça do Imigrante. Os problemas se avolumam e é preciso tentar relaxar pra achar uma solução. Tomara que, entre uma tragada e outra, as soluções apareçam.

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