Uma das mais tradicionais operações de hotelaria no Vale do
Sinos está desativada. E, em breve, a estrutura que abrigava 40 apartamentos deverá
virar pó. O Hotel Fenac não recebe hóspedes há cerca de dois meses. O contrato
de concessão para explorar o estabelecimento se encerrou e não foi renovado. “Fechamos
um ciclo. Tudo dentro da normalidade e observando as tendências de mercado. A
área do hotel deverá ser vendida pela Fenac, então, não teria motivos para
renovar”, explica Margarete Picolli Morsch, que esteve à frente da operação por
19 anos. Com isso, Novo Hamburgo perde 100 leitos na sua hotelaria.
A empresária acrescenta que o momento econômico também não
está favorável. “Temos um pico de movimento nas feiras da Fenac, mas no
restante do tempo nossa ocupação vinha num índice baixo em função da redução de
negócios na região. Além disso, a estrutura era muito antiga e precisava de uma
rodada de investimentos”, explica Margarete, que segue envolvida com outras
quatro operações: Novo Hamburgo Business Hotel (Novo Hamburgo), Work + Hotel
(São Leopoldo), Hotel Elevado e Hotel América (ambos em Porto Alegre).
Em relação ao futuro da estrutura, a tendência é que o
prédio do hotel seja demolido. Como a Fenac vem tentando vender esse patrimônio
– são cinco hectares, que incluem as quadras de tênis – para tentar injetar
recursos para viabilizar o projeto da Fenac do Futuro, não seria lógico manter
alguma operação atuando no local. No começo do ano, dois leilões para venda da
área, avaliada em R$ 18 milhões, deram deserto e o negócio não ocorreu. Dentro
da Prefeitura, há quem analise que o fato de ter um empreendimento em operação
no terreno ajudou a afastar interessados.
A reportagem do Portal Martin Behrend procurou a direção da
Fenac para saber o futuro da estrutura do Hotel Fenac. Através da sua
assessoria de imprensa, foi informado que uma nota oficial será divulgada nos
próximos dias. Não foi informado ao portal o destino que será dado para a estrutura do hotel.

























