No dia 20 de janeiro deste ano, o Portal Martin Behrend
publicou a seguinte reportagem: “Milhares assistem vídeo de árvore derrubada no
antigo Santa Rosa e MRV divulga mais de 128 mil novas árvores plantadas”. A
matéria pode ser conferida no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…. O texto divulgava uma ação de compensação
ambiental da Construtora MRV em diversas cidades brasileiras, incluindo Novo
Hamburgo onde estão sendo construídos novos empreendimentos.
Nos dias seguintes à publicação da reportagem, dois leitores
entraram em contato com para perguntar se a empresa havia anunciado o local do
plantio de árvores. O Portal Martin Behrend entrou em contato com a assessoria
de imprensa e, no dia 23 de janeiro, recebeu um retorno:
“Solicitamos à MRV a lista dos locais com plantio de árvores
em Novo Hamburgo. Assim que nos passarem, encaminhamos.”
Dois meses depois não houve um retorno adicional. A situação
fica ainda mais estranha em razão de anúncio veiculado no jornal ABC Domingo de
19 de março (domingo passado). Numa peça publicitária de meia pagina estrelada
pela jornalista hamburguense Débora de Oliveira, a MRV traz números e ações que
estão ocorrendo em Novo Hamburgo, como a construção de uma praça em pedaço do
antigo Estádio Santa Rosa, geração de 1.500 empregos com suas obras e, uma informação
chama a atenção, o plantio de 620 árvores além de 4.000 já plantadas. Até o momento, contudo, a comunidade
hamburguense não sabe onde estão as milhares de árvores que foram plantadas.
CÂMARA DE VEREADORES
A polêmica obra da MRV Construtora no antigo Estádio Santa
Rosa, no bairro Vila Rosa, estará em destaque na sessão desta quarta-feira da Câmara de
Vereadores de Novo Hamburgo. Dezenas de moradores estarão presentes
acompanhando a explanação dos secretários municipais Faisal Karam e Roberta Gomes
de Oliveira sobre a tramitação legal da obra, que tem as autorizações oficiais
aprovadas. Segundo os moradores do Vila Rosa, quatro vereadores mostraram
simpatia pela causa que busca impedir o avanço da obra e transformar o local
numa praça pública – o município teria de desapropriar (comprar) a área da MRV. Os moradores também estão se movimentando com um Inquérito
Civil no Ministério Público (MP).
