O que se imaginava foi confirmado oficialmente: seis araucárias no cemitério católico de Hamburgo Velho foram envenenadas de forma proposital. É isso que apontou investigação realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, através da Diretoria de Proteção Ambiental. O que restou das árvores permanece por lá, mas só o milagre da ressurreição deverá ser capaz de reverter o quadro. As seis araucárias ficam nos fundos da Igreja Nossa Senhora da Piedade.
Em outubro do ano passado, o Blog Martin Behrend produziu reportagem intitulada “Mistério em Hamburgo Velho: o que aconteceu com seis araucárias junto ao cemitério católico?” O link da reportagem é http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1046. Após três meses de espera pelos laudos técnicos, a reportagem voltou a contatar a Diretoria de Proteção Ambiental. Repasso a seguir a manifestação do engenheiro agrônomo Décio Marques, do setor de Arborização Municipal:
"Após uma vistoria solicitada pela Mitra Diocese de Novo Hamburgo, para avaliar a remoção de uma árvore, constatamos que algumas árvores estavam com galhos secos fora de época. Encontramos indícios de anelamento em três árvores da espécie Pau-ferro.
No meio da vistoria, um funcionário da Mitra, que não quis se identificar, denunciou que no pátio interno havia 6 árvores que teriam sido envenenadas. Não soube informar quem executou o envenenamento. Após olharmos as referidas árvores, constatamos que as seis, da espécie Araucária, estavam com perfurações de cerca de 5cm de diâmetro. E de dentro dessas perfurações escorria um líquido de aspecto viscoso. Coletamos amostras e enviamos para um laboratório de análises químicas.
Notificamos (nº 2392/2015) o padre responsável para que prestasse esclarecimentos na Semam. Os esclarecimentos foram registrados na ATA nº 70/2015 e os detalhes da vistoria no relatório técnico nº 28/2015. O auto de infração ainda não foi lavrado, pois estamos aguardando a recuperação ou a morte total das árvores, já que o enquadramento depende desse resultado."
Confirmado o envenenamento, vem a segunda parte do mistério: quem foi que furou os troncos, despejou um líquido poluente e envenenou criminosamente as seis araucárias no cemitério católico de Hamburgo Velho? As respostas precisarão aparecer. Isso foi um crime ambiental junto a um templo de Deus.
























